Ala do PL defende que Flávio centralize discurso em economia e evite STF
Integrantes do partido avaliam que discurso contra o Supremo já está consolidado
Uma ala mais pragmática do PL (Partido Liberal) defende que o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), aumente o espaço dedicado à economia na reta final do segundo turno, com foco no custo de vida e no endividamento das famílias.
Aliados de partido, mais ligados à ala política e menos ideológica do PL, defendem que Flavio evite estimular o embate com o STF (Supremo Tribunal Federal).
A avaliação é a de que o posicionamento crítico ao Supremo já está consolidado entre os apoiadores. A prioridade, segundo essa ala, deveria ser apresentar respostas às dificuldades financeiras enfrentadas pelos brasileiros.
A orientação defendida por esses aliados não significa abandonar as críticas ao Judiciário, mas equilibrar o discurso.
O debate ocorre em meio ao aumento de pressão sobre o STF após o primeiro turno. A vitória de parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros movimenta as articulações na Corte, sobretudo em relação a Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ainda não há sinais claros sobre a estratégia de Flavio para lidar com uma das principais bandeiras de seu campo político.
Na outra ponta, ministros têm concedido decisões que sinalizam uma trégua com o bolsonarismo. Após um período de 90 dias de suspensão, Moraes autorizou a retomada das visitas do senador ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Esses ministros afirmam receber sinais positivos de interlocutores próximos a Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, sobre a possibilidade de diálogo institucional em um eventual novo governo.
Ao mesmo tempo, demonstram incômodo com as declarações do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que tem defendido mudanças nas regras de tramitação de pedidos de impeachment de ministros do Supremo, por exemplo.



