Análise: Com Moraes e Dino na mira, Flávio abre diálogo com STF
Do lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ocorre uma tentativa de mudar o tom sobre os escândalos envolvendo ministros da Corte
Aumenta a pressão política sobre o STF (Supremo Tribunal Federal).
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abre diálogo com a Corte, mas deixa claro que não tem conversa com os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino.
O senador Rogério Marinho (PL) rejeita a ideia de vingança, mas não a de impeachment. Processos contra ministros são pauta real do próximo Senado.
Do lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma tentativa de mudar o tom sobre os escândalos envolvendo ministros.
Pela primeira vez, o presidente usou a palavra “promiscuidade”, mas não consegue apagar a defesa que fez de Moraes, nem o telefonema a Flávio Dino em pleno comício de campanha.
Internamente, a ala mais forte do STF sabe que o resultado das eleições no Senado colocou um alvo nas costas de seus ministros — especialmente Moraes e Dino.
No caso de Dino, o risco é banalizar o impeachment apenas por vingança.
Lula tem três semanas para tentar virar o resultado das eleições. A margem apertada para Flávio Bolsonaro mostra que esse é um cenário possível, ainda que hoje pareça menos provável.
Para o Supremo, com ou sem virada de Lula, é diferente. Um cenário de alívio não parece nem possível — muito menos provável.


