Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Michelle não deve ir ao ato de 7/9 em SP e justifica cuidados com Bolsonaro

Ex-primeira-dama aponta que restrições dificultam viagens

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não deve participar das manifestações de 7 de setembro ao lado do candidato do PL à Presidência da República, Flavio Bolsonaro, em São Paulo.

Apesar de não estar impedida de viajar, Michelle justifica que as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) a impedem de colocar um substituto para ajudar nos cuidados com a saúde do ex-presidente.

Moraes restringiu as visitas com o argumento de que era necessário preservar um ambiente controlado durante a recuperação de Bolsonaro, principalmente para reduzir o risco de sepse e infecções.

A defesa já recorreu ao STF para permitir que parentes auxiliem Michelle com Bolsonaro quando a ex-primeira-dama, que também é candidata ao Senado, precisar se ausentar. Ainda não houve resposta de Moraes.

Moraes negou um primeiro pedido para que um irmão de Michelle, Carlos Eduardo Antunes Torres, pudesse permanecer na casa. A justificativa é a de que ele não tinha formação na área de saúde.

Segundo o ministro, a autorização permanente havia sido prevista excepcionalmente para profissionais como médicos, enfermeiros e fisioterapeutas.

Depois, Moraes chegou a autorizar que Geovanna Kathleen Ferreira Lima, irmã de Michelle, permanecesse na casa temporariamente, para que a ex-primeira-dama realizasse exames médicos.

À CNN, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que o partido buscaria autorização judicial para que a irmã de Michelle pudesse substituí-la nos cuidados do ex-presidente, justamente para liberar a ex-primeira-dama para participar de compromissos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).