Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

“STF não pode usar réguas diferentes para ministros”, diz presidente da OAB

Beto Simonetti cobrará Fachin por rigor na apuração e respeito ao sigilo da advocacia

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O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Beto Simonetti, dirá ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, em reunião na próxima quarta-feira (9), que eventuais desvios de conduta de ministros da Corte precisam ser investigados com o mesmo rigor que seria adotado em casos de cidadãos comuns.

Além de Simonetti, representantes das seccionais da OAB também participarão da conversa.

“A sociedade precisa constatar que o STF não usa réguas diferentes para seus integrantes. A credibilidade da Justiça depende da ética dos juízes”, disse Simonetti à CNN.

O presidente da OAB também defenderá que eventuais apurações envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça respeitem o sigilo da advocacia, o que inclui, o sigilo de documentos e diálogos entre advogados e clientes, por exemplo.

Como mostrou a CNN, Fachin reuniu em um mesmo procedimento, elementos relacionados à atuação de Moraes e acusações apresentadas pelo ministro contra Mendonça.

O presidente do STF abriu prazo para manifestações de Moraes, Mendonça, além do PGR Paulo Gonet Branco e do Diretor-Geral da PF, Andrei Rodrigues, os dois últimos citados em diálogos de Daniel Vorcaro. Fachin sinalizou que deve avançar com as duas análises simultâneas em plenário.

A crise se agravou depois que Mendonça retirou o sigilo de relatório da Polícia Federal com mensagens entre Moraes e Vorcaro.

Moraes, por sua vez, apresentou documentos apontando possíveis irregularidades na atuação de Mendonça nas operações relacionadas ao Master e ao INSS.

Nesta sexta-feira (4), Fachin determinou que esse material fosse retirado do inquérito das fake news, relatado por Moraes. O presidente do STF afirmou que a resposta institucional da Corte será “firme, proporcional e rigorosa” e que não haverá “precipitação” nem “omissão”.