Caiado pede saída de Moraes do STF e fim do sigilo dos casos Master e INSS

Ex-governador de Goiás diz que sigilo impede o eleitor de conhecer o que se passa no cenário político antes de definir seu voto

Lucas Massei, da CNN Brasil*, São Paulo
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Em declaração a jornalistas, o ex-governador de Goiás e presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) defendeu, neste sábado (5), que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), tenha a "iniciativa de se autoafastar do Supremo" para fazer sua defesa.

Na última terça-feira (1º), foram reveladas trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do extinto Banco Master. Segundo Caiado, as revelações "tem provocado uma crise dentro da instituição de proporções gravíssimas".

Em sua fala, durante visita à Expointer, feira agropecuária que ocorre na cidade de Esteio, no Rio Grande do Sul, Caiado defendeu a atuação de outro ministro da Suprema Corte: André Mendonça. O magistrado foi o responsável por retirar o sigilo sobre a ação que apura a relação entre seu colega de Corte e Vorcaro.

Dois dias após a revelação das mensagens, Moraes utilizou o inquérito das Fake News para acusar Mendonça de cometer crimes na condução de ações no tribunal. Em resposta, o presidente do STF, Edson Fachin, retirou a investigação do inquérito que Moraes é relator e a incluiu em outro procedimento de sua relatoria.

Questionado sobre a necessidade de investigar Mendonça, Caiado rejeitou a hipótese e criticou a continuidade do inquérito das Fake News sete anos após sua criação. "De maneira alguma. Não tem nada de consistente, a montagem dentro daquela fake news que existe há sete anos sem terminar até hoje é um absurdo."

A partir do gesto de Mendonça, Caiado aproveitou para reafirmar sua posição em defesa da retirada do sigilo sobre a totalidade das investigações no caso Master e também naquele que apura fraudes no INSS. O candidato do PSD considera que a manutenção do sigilo sobre os processos representa um risco para as eleições gerais que acontecem neste ano.

"Não é justo que você, com dois processos de escândalos que estende a todos os níveis da política nacional e também de outros poderes, que esses dados sejam omitidos da sociedade", afirmou. "O que se pede em uma eleição é que o eleitor tenha conhecimento de tudo que está acontecendo no país."

*Sob supervisão de Renata Souza