Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Caso Zambelli aumenta pressão por renúncia de Ramagem

Aliados defendem mais tempo para acordo com deputado foragido

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A decisão de Carla Zambelli de renunciar ao mandato parlamentar intensificou a pressão sobre o deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), para que, assim como a colega, considere abrir mão do mandato e preservar os direitos políticos.

Nos bastidores, aliados de Ramagem admitem que a renúncia ao mandato pode ser uma alternativa, caso o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) decida cumprir a promessa de levar o caso ao plenário da Casa nesta semana.

No PL, a disputa ainda será para postergar uma decisão sobre Ramagem, que pode ser cassado pelos colegas em plenário ou por decisão da Mesa Diretora.

Diferentemente de Eduardo Bolsonaro, Ramagem ainda não atingiu o limite máximo de faltas em sessões para ser cassado pela Mesa. Neste caso, Hugo Motta estaria atendendo a uma determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), que, assim como Zambelli, determinou à Câmara o reconhecimento da perda do mandato parlamentar.

Zambelli teve o mandato cassado após decisão judicial e, diante da iminência da perda dos direitos políticos, optou por renunciar ao cargo. A estratégia livrou Motta de decidir sobre o caso, após ultimato do ministro Alexandre de Moraes, que anulou decisão do plenário sobre Zambelli.

Desde que a decisão foi anunciada, neste domingo (14), líderes defendem que a renúncia de Ramagem deve ser costurada para evitar um novo desgaste da Câmara com Supremo. Entre a oposição, deputados avaliam que a votação em plenário não faz mais sentido, já que será anulada pelo Supremo, assim como no caso Zambelli.

A CNN Brasil mostrou que deputados próximos a Hugo Motta defendem retirar o caso de Ramagem da pauta da próxima semana. Para eles, um recuo seria melhor do que um novo revés que exponha a Casa e o coloque em atrito com o plenário e com o Supremo.

Alguns líderes defendem até que Hugo deixe a decisão de Eduardo Bolsonaro para fevereiro, no início do próximo ano legislativo, mas o presidente da Câmara já comunicou a membros da Mesa Diretora que deve seguir com a cassação, já que Eduardo atingiu o número de faltas permitidas pelo plenário. A cassação de Eduardo não precisa do aval do plenário.