Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Empresários brasileiros minimizam força de Eduardo junto a Trump

Presidente dos EUA demonstrou desconhecimento sobre atuação do filho de Bolsonaro, dizem fontes que acompanharam encontro com Lula

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Empresários brasileiros afirmam que o presidente Donald Trump demonstra desconhecimento sobre a atuação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.

Eduardo está nos EUA desde fevereiro e se apresenta como ponte de uma campanha de retaliação a autoridades brasileiras em razão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no julgamento do Plano de Golpe.

Segundo relatos, o assunto foi evitado pelo próprio Trump durante o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nas palavras de uma fonte, o presidente americano se limitou a dizer que apenas “ouviu falar” que o filho de Bolsonaro está morando nos EUA.

Após a reunião, Lula teria relatado a interlocutores que a conversa foi a “melhor possível", com expectativas de avanços nas negociações sobre tarifaço nos próximos dias.

Empresários têm atuado de perto para ajudar o Brasil a pavimentar uma aproximação de Lula com Trump.

Uma das estratégias foi convencer Trump de que Lula não tem comando sobre o judiciário para reverter decisões sobre Bolsonaro, lembrando que o mesmo tribunal condenou Lula no passado.

A expectativa agora é por uma nova reunião entre integrantes do governo do Brasil e dos EUA já na próxima semana.

Carne e café

Nas oportunidades que tiveram, setores cruciais para a economia americana também alertaram ao governo dos EUA os impactos do tarifaço para o consumidor interno.

A brasileira JBS – maior empresa de carnes do mundo -, por exemplo, não só exporta produtos como emprega 70 mil funcionários e 60 fábricas em mais de 30 estados americanos.

Outro setor com grande impacto é o cafeeiro. Pesquisa do Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA, o BLS, mostra que o café instantâneo é o item que mais aumentou de preço em todo o varejo americano nos últimos 12 meses: 21,7%.