Defesa de Deolane recorre ao STJ para revogar prisão da influenciadora
Advogada foi presa na semana passada pela Polícia Civil de São Paulo suspeita de participar de um esquema milionário de lavagem de dinheiro do PCC
A defesa de Deolane Bezerra acionou o STJ (Superior Tribunal de Justiça) nesta quarta-feira (27) pedindo a revogação da prisão preventiva da influenciadora.
Deolane foi presa na semana passada pela Polícia Civil de São Paulo suspeita de participar de um esquema milionário de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
A investigação aponta que ela utilizava, ao menos desde 2022, sua "aparente respeitabilidade social" e projeção pública para conferir uma camada de legalidade a recursos provenientes de atividades ilícitas da facção.
A Presidência do STJ rejeitou o pedido dos advogados da influenciadora alegando que um recurso similar foi apresentado ao Tribunal de Justiça de São Paulo e ainda precisa ser analisado pela primeira instância.
A defesa da influenciadora recorreu da decisão e insistiu em uma nova análise do pedido de revogação da prisão preventiva. O novo recurso, que tramita em sigilo, ainda não foi apreciado.
Defesa quer envio à Justiça Federal
Os advogados que integram a defesa de Deolane Bezerra concentram seus esforços em garantir a liberdade da influenciadora, mas já estudam a possibilidade de solicitar, mais adiante, o envio da investigação para a Justiça Federal.
O processo que investiga a suposta relação da advogada com o PCC (Primeiro Comando da Capital) tramita hoje na Justiça Estadual em Presidente Venceslau, onde fica o presídio em que estão presos integrantes da facção criminosa.
A defesa de Deolane sustenta que o inquérito mira investigados localizados no exterior com o suposto cometimento do crime de lavagem de capitais com conexão internacional e suspeita de envolvimento de organização criminosa de alcance plurinacional.
De acordo com os advogados de Deolane, o caráter transacional do caso justifica a transferência de competência para a Justiça Federal, uma vez que a Constituição Federal atribui aos tribunais federais os crimes previstos em tratados internacionais.
Marcola diz "desconhecer" Deolane
O líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marco Willians Herbas Camacho, ficou “surpreso e indignado” com a Operação Vérnix, do Ministério Público e da Polícia Civil de São Paulo, segundo o advogado dele, Bruno Ferullo.
Marcola recebeu sua defesa na segunda-feira (25) de tarde durante uma hora na Penitenciária Federal em Brasília para ser informado sobre a investigação contra ele e demais familiares, além da influenciadora Deolane Bezerra.
No presídio de segurança máxima ele não tem acesso a noticiário e horário regrado de banho de sol.
"Diante das informações apresentadas, Marco manifestou surpresa e indignação, declarando desconhecer os investigados Deolane e Everton, afirmando que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, diz o advogado.
Ferullo também apontou que Marcola negou qualquer participação nos fatos investigados, bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação, relatando que tampouco possui o vulgo “narigudo” que lhe é atribuído pela autoridade policial.



