Caso Master: Dois investigados faltam a depoimentos e um fica em silêncio
Depoimentos fazem parte de investigação da PF, que deverá entregar relatório com provas colhidas e nomes indiciados ao final das apurações
Os depoimentos desta segunda-feira (26) no âmbito do inquérito que apura fraudes no Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal) foram marcados por ausências e silêncio de investigados.
Apenas um dos quatro suspeitos de participar do esquema prestou esclarecimentos à delegada Janaina Pereira Lima Palazzo, responsável pela condução do inquérito policial. Trata-se de Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor executivo Financeiro e de Administração do BRB.
Dois investigados se ausentaram dos depoimentos que aconteceram no STF. Henrique Souza e Silva Peretto e André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ambos executivos da Tirreno, empresa investigada no esquema, deixaram de ir ao tribunal.
Os advogados dos investigados sustentam que tiveram pouco tempo para analisar o processo e, por isso, não conseguiram prepará-los para os questionamentos da delegada. A PF avalia remarcar os depoimentos.
O superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, permaneceu em silêncio durante todo o depoimento. Antes do início dos questionamentos, declarou apenas que cumpria ordens na instituição financeira.
Os depoimentos fazem parte da investigação da Polícia Federal que, no prazo de 60 dias, se não houver pedido de adiamento, deverá entregar um relatório com as provas colhidas e nomes indiciados.
Conforme mostrou a CNN, Toffoli já avalia devolver a investigação para a primeira instância da Justiça, onde o caso tramitava até o final do ano passado. O processo só chegou ao STF e às mãos do ministro por causa do suposto envolvimento do deputado nas fraudes, já que ele possui foro privilegiado.
Desde dezembro, ordens do ministro têm gerado incômodo na Polícia Federal e nos próprios integrantes do STF, que passaram a discutir nos bastidores maneiras de evitar maiores desgastes à imagem da Corte.



