Análise: Mercosul-UE - Resistência em tempos de protecionismo
O acordo impõe custos, sim, mas oferece algo que o Brasil historicamente evitou: abertura à concorrência, à inovação e à tecnologia
Depois de quase 26 anos de negociações, Mercosul e União Europeia fecham o maior acordo comercial do mundo. O acerto vem em um momento em que o mundo caminha na direção oposta: mais protecionismo, mais barreiras, menos cooperação.
Os organismos internacionais que deram suporte a quatro décadas de boom do comércio global estão esvaziados e sem relevância. Nesse contexto, o acordo surge como um ato de resistência.
Para o Brasil, um dos países com economia mais fechada do mundo, o saldo será positivo. O acordo impõe custos, sim, mas oferece algo que o país historicamente evitou: abertura à concorrência, à inovação e à tecnologia.
Agora, o que está em jogo é o tempo que os países vão levar para colocar o acordo em prática. Isso precisa acontecer antes que o ambiente internacional se deteriore ainda mais.



