Thais Herédia
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Thais Herédia

Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas e Cia.

Análise: Atuação de Toffoli pode gerar crise de confiança

Afinal, se Dias Toffoli já negou os pedidos de cancelamento da acareação feitos pelo procurador-geral e pelo Banco Central, por que acataria eventual manifestação contrária de uma delegada da PF?

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Os envolvidos no caso Master prestam depoimento à PF (Polícia Federal) desde o início da tarde desta terça-feira (30). A audiência com a delegada da PF começou em clima de tensão, com divergências sobre o rito do processo e chegou a registrar bate-boca. Até o momento, a acareação entre os suspeitos das fraudes e o diretor do BC (Banco Central) não está descartada, o que gerou uma nova onda de constrangimentos em Brasília.

Afinal, se o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli já negou os pedidos de cancelamento da acareação feitos pelo procurador-geral e pelo Banco Central, por que acataria eventual manifestação contrária de uma delegada da Polícia Federal?

 

A encenação promovida pelo ministro da STF não reduz em nada as críticas à sua atuação. Ao contrário, a cada novo ato, aumenta a inquietação. O que permanece inalterado é a constatação de que as fraudes bilionárias e a falta de caixa para honrar os chamados “CDB's mágicos” emitidos pela Master no mercado não são fruto de fantasia.

A questão agora é outra: até que ponto a atuação considerada incompreensível de Toffoli pode distorcer os fatos e gerar uma crise de confiança no sistema financeiro do país?