Análise: Desordem política em Brasília e as eleições de 2026
O espaço para o consenso e para o bom senso na política brasileira é cada vez menor; o que está em jogo é o quanto este ambiente vai desarranjar o país em um ano eleitoral
O cardápio dos eventos políticos no Brasil não deixa dúvida sobre o momento de desordem generalizada em Brasília.
O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), volta atrás e suspende a restrição sobre quem pode pedir impeachment dos ministros da Corte. O arranjo político foi costurado para pelo menos adiar o confronto sobre este tema, entre o STF e o Senado.
A Câmara correu e aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), a lei promovida pelo centrão que reduz a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No Senado, não há mais pressa e o PL da Dosimetria pode ficar para o ano que vem. Assim, o presidente Lula (PT) adia o desgaste de ter que vetar a lei rejeitada pelo PT.
Todos esses eventos estão interligados e revelam que o espaço para o consenso e para o bom senso na política brasileira é cada vez menor. O que está em jogo é o quanto este ambiente vai desarranjar o país em um ano eleitoral.



