Análise: Lula e o fim da 6x1 – A conta fica para depois
Em seu terceiro mandato, o presidente escolhe correr riscos alarmantes para garantir mais uma presidência aos 81 anos
O governo e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) fecham acordo para o fim da escala de trabalho 6x1.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Hugo combinaram uma transição rápida: a jornada cairia de 44 horas para 42 horas em até 60 dias depois da aprovação do projeto e, um ano mais tarde, chega às 40 horas semanais.
Se assim for aprovado, será uma vitória política de Lula. Se o eleitor sentir a mudança até outubro, quem sabe o reconhece como pai da melhora. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (25) revela que avaliação geral sobre a economia melhorou nas ultimas semanas, o que já pode ser reflexo do pacote sem fundos de bondades do governo.
Em seu terceiro mandato, Lula escolhe correr riscos alarmantes para garantir mais uma presidência aos 81 anos. Não foram poucos os alertas dos empregadores, privados e públicos, do impacto da mudança tão acelerada do regime de trabalho. Entre os riscos, estão o aumento dos preços e do desemprego.
Mas, como já disse Dilma Rousseff, sucessora de Lula: pode-se fazer o diabo na hora da eleição. A conta, fica para depois.



