Como construir – e cultivar – a rede profissional na era do isolamento social


Kathryn Vasel, do CNN Business
24 de maio de 2020 às 04:30
Pessoas fazendo networking

O 'novo normal': especialistas contam como fazer networking durante a quarentena

Foto: Dylan Gillis/Unsplash

O mercado de trabalho vive dias vertiginosos, mas há uma coisa que pode ajudar tanto os empregados quanto os desempregados: fazer networking. Ame ou odeie, fortalecer sua rede é fundamental para o crescimento de sua carreira e a procura de emprego.

No entanto, com almoços de trabalho e eventos suspensos, como fazer networking na era do distanciamento social? Bem, é diferente. Mas é também igual.

Relacionamentos atuais. Continue acompanhando pessoas que você conhece, como amigos, colegas e conhecidos. Ao pedir algo, seja específico com o que está procurando.

Relacionamentos inativos. Aqui é onde as coisas podem ficar um pouco complicadas. Você nunca sabe de onde virá sua próxima oportunidade de carreira. Mas procurar um antigo colega de quarto ou ex-colega com quem você não fala há anos para pedir ajuda no trabalho pode parecer egoísta.

A chave é não ter expectativas ao fazer o contato. Na sua abordagem inicial, deixe que as pessoas saibam que você está pensando nelas e se perguntando como elas estão. Então, se tiver resposta, mencione sua situação.

Mas, novamente, não seja muito incisivo.Tente dizer algo como: “Estou bem, mas recentemente fui demitido e estou procurando um novo emprego na minha área. Se você souber de alguma dica ou tiver alguma sugestão, eu ficaria agradecido.”

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Vista-se para sair, embora virtualmente. Como os eventos de networking continuam acontecendo online, dê uma olhada nas associações profissionais, nos grupos de ex-alunos e nas redes sociais para reuniões virtuais que possam levar a conexões.

As regras são as mesmas que se aplicam a eventos presenciais: faça um pitch rápido sobre você, prepare algumas introduções de conversa e obtenha informações de contato após o término do evento.

Vá além e hospede uma reunião. Configure uma happy hour virtual com alguns conhecidos e peça que eles estendam o convite para uma ou duas pessoas.

Como anfitrião, certifique-se de que todos se apresentem e tenham perguntas preparadas para que a conversa flua, evitando silêncios constrangedores.

Aumente sua exposição. Agora é a hora de mostrar suas habilidades e conhecimentos.

Isso pode significar criar um blog, postar no LinkedIn e em outras redes sociais ou hospedar um webinar para atrair a atenção de outras pessoas de seu campo profissional.

Quando o mercado de trabalho vai se recuperar?

As perdas de emprego aconteceram rapidamente. A recuperação, porém, vai demorar muito mais tempo.

Quanto tempo isso levará depende de quem pergunta.Um especialista disse a Matt Egan, da CNN, que pode levar mais de uma década para a taxa de desemprego voltar a 3,5% nos EUA. Outro acredita que serão necessários três ou quatro anos para esse índice recuar para 4% ou 5%. E outro prevê que o mercado global não voltará aos níveis pré-crise antes de 2022.

Sim, alguns empregos voltarão quando as economias locais e estaduais começarem a se abrir novamente para os negócios. Mas outras atividades levarão mais tempo para se recuperar – se o fizerem.

Depende muito da nossa resposta de saúde à pandemia. “Se você não tiver rastreamentos e testes, essa recuperação será muito pequena", opinou um especialista nesta reportagem (em inglês).

Um teste para funcionários?

Reabrir empresas e trazer as pessoas de volta ao trabalho é vital para recuperar a economia. Empresas e governos esperam poder contar com um método nessa retomada: o teste de anticorpos.

A ideia é que as pessoas infectadas com o vírus possam ter desenvolvido anticorpos que lhes dariam uma certa imunidade, permitindo voltar ao trabalho com segurança.

Mas confiar nos testes pode ser arriscado. Ainda não está claro que ter anticorpos garante imunidade contra o vírus. Além disso, se apenas aqueles que testarem positivo para anticorpos forem autorizados a voltar ao trabalho, isso poderá levar à discriminação e incentivar os trabalhadores a se expor intencionalmente ao contágio.

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