Paola Carosella, Felipe Bronze: chefs famosos com pratos de até R$50 no delivery


Matheus Prado, do CNN Brasil Business, em São Paulo
19 de junho de 2020 às 15:24 | Atualizado 19 de junho de 2020 às 15:39
La Guapa

Empanadas do La Guapa, casa de Paola Carosella

Foto: Reprodução/Instagram

Conhecidos por sua cozinha de assinatura (e por aparições icônicas na televisão), alguns dos chefs de cozinha mais reverenciados do país precisaram aderir ao delivery para manter seus negócios funcionando durante a pandemia do novo coronarívus. É claro que a apresentação dos pratos fica prejudicada e o cuidadoso serviço de mesa não se faz presente, mas o tômpero continua fazendo a diferença.

Com essa nova injeção de negócios, a indústria está movimentando uma grana e mantendo pessoas empregadas. Dados da Rappi mostram que alguns setores de entregas chegaram a crescer 300% durante o período de isolamento social. Já o iFood, aponta que o número de novos restaurantes de alta gastronomia presentes na plataforma cresceu 5 vezes, principalmente em São Paulo, Curitiba e Rio de Janeiro.

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Para superar os desafios do agora e manter a qualidade do serviço como se estivesse sendo entregue presencialmente, foi preciso se adaptar. E, no caso do delivery, tudo passa pela embalagem. Ela é, ao mesmo tempo, a identidade visual da marca e a grande responsável por garantir que a comida “viaje” bem e chegue ao domicílio do cliente com boa apresentação, sabor e temperatura.

Além disso, os chefs e restaurantes apostam em pequenos gestos para mimar os clientes. Recado escrito à mão, brindes, descontos ou qualquer outro movimento que mostre atenção ao detalhe. E, falando em preço, é possível encontrar nas plataformas de entregas pratos destes chefs de primeira linha com preços módicos.

Seleção com produtos de até R$ 50:

Paola Carosella

A argentina mais querida do Brasil colocou para jogo (e delivery) em São Paulo suas empanadas do La Guapa (o combo com 6, de sabores variados, custa R$ 42) e também os cozinhados do seu Arturito. O prato do dia muda diariamente, custa R$ 46 e é anunciado no próprio dia pela chef em seu Instagram.

Há ainda o prato dos agricultores, com ingredientes de pequenos produtores locais, por R$ 28.

Henrique Fogaça 

No restaurante do jurado 'carrancudo' do Masterchef, o Sal Gastronomia, especializado em cozinha brasileira, há opções como a panceta à pururuca com purê de abóbora cabotiá, molho glace (reduzido por 48h) e farofa panko com raspas de limão (R$ 42); e o picadinho de filet mignon com arroz branco, feijão preto, farofa com ovos e vinagrete (R$ 42).

Jefferson Rueda

Donos de metade do centro de São Paulo, Jefferson e Janaina Rueda deixam você escolher: ou mandam os cachorros quentes do Hot Pork prontos (R$ 20 a unidade), ou você finaliza em casa (4 unidades, R$ 60). Há ainda os pratos da Casa do Porco.

O Porco SanZé, clássico da casa que leva porco assado, linguiça na brasa, salada de couve, tartar banana, tutu de feijão e farofa de cebola, custa R$ 48.

Alex Atala

Durante muitos anos, Atala foi O símbolo da alta gastronomia do país. Hoje o chef se dedica muito mais à origem e qualidade dos ingredientes, mas sem perder o brilhantismo na cozinha. No Dalva e Dito, além de itens de mercearia, há opções de pratos, lanches e congelados. O macarrão com feijão e linguiça, releitura do clássico italiano pasta & fagioli, sai por R$ 49.

Paulo Shin

Komah

Komah para viagem

Foto: Rubens Kato/Divulgação

Premiado por sua cozinha coreana contemporânea, Paulo Shin vai se firmando com um dos grandes chefs da nova geração. Ele adaptou os pratos do Komah para viagem (alguns precisaram sair do cardápio temporariamente) e logo nos primeiros dias já recebia mais de 100 pedidos por dia. O Bibimbap, arroz de alga com ovo cozido, legumes sortidos, cogumelos, beef jerkey e molho gochujang (pasta de pimenta fermentada) sai por R$ 49.

Rodrigo Oliveira

Mente maligna por trás dos omnipresentes dadinhos de tapioca, Rodrigo Oliveira serve pratos da cozinha brasileira profunda com pompa e circunstância. No Balaio IMS, a costelinha suína no molho barbecue com purê de mandioca tostado e vinagrete de feijões custa R$ 45,90. No Mocotó, o baião com arroz, feijão fradinho, carne seca, linguiça, queijo de coalho, coentro e cebolinha e feijão de corda vale R$ 49,90.

Felipe Bronze

Figura habitual nos realities culinários da TV paga (e da Record também), Bronze gosta de cozinhar na brasa e consegue agradar gregos e troianos --seu restaurante Pipo, está em São Paulo e no Rio.

O escondidinho de purê de mandioquinha, cogumelo, alho poró e palmito pupunha na brasa e limão siciliano sai por R$ 50. Se estiver se sentindo mais ousado, o menu degustação, que serve duas pessoas, tem steak tartare defumado, coxinha de frango na brasa (2 unidades), mini sanduíche Cervantes (2 unidades), arroz de camarão, costela na brasa e pudim. Custa R$ 230.

Claude Troisgros e Batista

No comando do Mestre do Sabor, Troisgros faz boa dupla com seu auxiliar brasileiríssimo, o Batista. Aqui, não vai ser diferente. No Le Blond, do francês, é possível pedir bombons crocantes ao brie com geléia de pimenta por R$ 41,80 e o steak tartare por R$ 48,40 (os pratos principais são mais caros).

Já na casa Do Batista, diversos pratos da nossa culinária, como feijoada, galinhada e picadinho saem por R$ 38.

Kátia Barbosa

Jurada do Mestre do Sabor, a carioca é dona da receita do bolinho de feijoada mais famoso do Brasil. No Aconchego Carioca, petiscos e porções comandam. O bolinho de abóbora com carne seca (6 unidades) sai por R$ 37,30 e a carne seca acebolada, com aipim frito ou pipoca de aipim, torresmo e queijo coalho custa R$ 39,50.

Érick Jacquin 

Grande expoente da categoria chef-francês-bem-humorado-que-fala-português-com-dificuldades, Jacquin não tem pratos de até R$ 50. Para quem, ainda assim, quiser provar a comida do chef, o Le Bife (menu de almoço por R$ 59) e o Président, restaurantes de Jacquin, entregam em São Paulo. Na segunda casa, recém-inaugurada, o famoso pato do Dr. Ricardo, em panela, com champignon ao molho de vinho e purê de batata sair por R$ 99.

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