Membros de boicote ao Facebook criticam falta de compromisso Zuckerberg

"O Facebook participou da nossa reunião como se não fosse nada além de um exercício de relações públicas", disse a co-presidente executiva do Imprensa Livre

Reuters
07 de julho de 2020 às 19:11 | Atualizado 07 de julho de 2020 às 20:19

Facebook: rede social é alvo de protestos de anunciantes que não querem suas marcas associadas a mensagens de ódio

Foto: Reuters/Dado Ruvic

Organizadores de um crescente boicote de anunciantes ao Facebook afirmaram nesta terça-feira que não viram "nenhum compromisso para ação" por parte da empresa, após uma reunião com o presidente-executivo da rede social, Mark Zuckerberg.

Mais de 900 anunciantes aderiram à campanha "Parem o Lucro pelo Ódio" (#StopHateForProfit), organizado por grupos de justiça social que incluem a Liga Antidifamação e o Imprensa Livre. O movimento tem como objetivo pressionar o Facebook a tomar medidas concretas para impedir o avanço de discursos que incentivam o ódio e a desinformação.

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"O Facebook participou da nossa reunião hoje como se não fosse nada além de um exercício de relações públicas", disse a co-presidente executiva do Imprensa Livre Jessica González em comunicado. "Mas os líderes do boicote e anunciantes entendem que a campanha #StopHateForProfit é sobre vidas, segurança e liberdade para nossas comunidades."

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A campanha defende que a rede social implemente 10 medidas, incluindo permitir que as vítimas de assédio grave possam contatar funcionários do Facebook e que a empresa devolva recursos investidos por marcas em anúncios que forem exibidos próximos de conteúdo ofensivo que depois é apagado.

Representantes do Facebook não comentaram o assunto de imediato.

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