Leilão do 5G deve acontecer no primeiro semestre de 2021, diz Fábio Faria


Da CNN, em São Paulo
09 de julho de 2020 às 21:18 | Atualizado 09 de julho de 2020 às 21:33

Em entrevista para a CNN nesta quinta-feira (9), o ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD), disse que o Brasil não irá descartar participantes no leilão do 5G, que segundo ele deve ocorrer no primeiro semestre do ano que vem. 

“O leilão vai ficar para o ano que vem porque os testes em campo foram atrasados pela Covid-19. Provavelmente irá ocorrer no primeiro semestre”, disse o ministro.

Faria também falou a polêmica relacionada ao 5G e a empresa chinesa Huawei, que é alvo de acusações de espionagem e foi banida dos Estados Unidos. 

“Sobre a Huawei, vou receber todos os players que estão participando. Após a pandemia, eu quero ir in loco conhecer as empresas para ter olhar mais abrangente. Meu papel como ministro é ouvir e escutar o potencial, questões técnicas e de transparência. Essa questão é muito maior do que o Ministério das Comunicações, é uma decisão do país.”

Segundo o ministro, a palavra final sobre o assunto não será dele, mas sim do presidente.

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Amazônia

Nesta quinta-feira (9), Faria foi um dos ministros que participaram da reunião com os 29 líderes de fundos de investimentos que assinaram carta alertando dos perigos econômicos que o Brasil pode enfrentar caso não altere sua conduta ambiental.

Faria elogiou as falas da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no sentido de que o agronegócio brasileiro não se utiliza de terras amazônicas para produzir e disse que o principal ponto para o Brasil é mudar a visão do país no exterior.

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“Muitas notícias negativas saem em relação a Amazônia, dizendo que não estamos preservando da forma que eles gostariam. É um jogo que temos que virar, porque realmente a imagem lá fora não é boa. Precisamos trazê-los para cá ou chegar lá através da comunicação.”

Ele ressaltou a importância de convencer a opinião pública de França e Alemanha sobre as medidas de preservação da Amazônia pelo Brasil, e diz que cogita até mesmo realizar uma campanha de comunicação neste sentido nos dois países europeus.

(Edição: Bernardo Barbosa)