Após tombo em abril, prévia do PIB avança 1,31% em maio – mas frustra analistas


Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
14 de julho de 2020 às 09:26 | Atualizado 14 de julho de 2020 às 09:43

Depois de despencar 9,45% em abril, a economia brasileira registrou alta de 1,31% em maio, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). O indicador é visto pelo mercado financeiro uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). Por outro lado, na comparação com o mesmo mês de 2019, o IBC-Br apresentou tombo de 14,24%.

Divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (14), o resultado sinaliza uma recuperação da atividade econômica após forte impacto da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19. Ainda assim, frustrou economistas: a equipe de economistas do Banco Safra, por exemplo, esperava crescimento de 7,2%. No Itaú Unibanco, a expectativa era de alta de 5,60% e na LCA Consultores, de 4,20%.

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No acumulado de janeiro a maio, o IBC-Br recuou 6,08%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o indicador ficou negativo em 2,08%. A pontuação do índice, que serve de parâmetro para analisar o ritmo da economia brasileira, passou de 118,86 em abril para 120,42 em maio, na série dessazonalizada.

O Banco Central espera uma retração de 6,4%. Já o mercado financeiro prevê uma queda de 6,1% para o PIB de 2020. O Ministério da Economia, espera que o PIB caia 4,7% este ano. No entanto, a estimativa da pasta levava em conta o fim das medidas de distanciamento social em maio, o que não ocorreu. 

Com expectativas mais pessimistas, o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), projetam tombos de 8% e 9,1%, respectivamente, para o desempenho da atividade econômica do Brasil.

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