'Sacrifício' do servidor público é justo, diz líder do governo na Câmara

"Se o veto não for mantido, nós teremos um impacto orçamentário muito forte este ano e no ano que vem", disse o deputado Ricardo Barros

Da CNN, em São Paulo
20 de agosto de 2020 às 16:43

Líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR) disse à CNN nesta quinta-feira (20) que é “justo” que o servidor público dê um “sacrifício” para a União em meio à pandemia do novo coronavírus.

Esse foi o posicionamento do parlamentar a respeito do veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à permissão de reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021.

“O servidor público não perdeu renda. Está sendo pedido a ele que fique com a renda como está. Apenas não aumentar no meio da pandemia”, disse.

“É justo que o servidor público dê esse sacrifício para a União, porque é um sacrifício menor que o dos demais brasileiros, que são os seus patrões, que, com os seus impostos, pagam o seu salário", acrescentou.

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O deputado Ricardo Barros (PP-PR)
Foto: CNN (20.ago.2020)

Na quarta-feira (19), o Senado votou para derrubar o veto de Bolsonaro. Por outro lado, hoje mais cedo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, criticou a derrubado do veto do presidente.

“Vamos vencer. Vamos trabalhar para manter o veto e garantir que, segurando a despesa, nós não vamos furar o teto [de gastos]. Se não segurarmos, vamos ter que furar”.

Questionado sobre como está a articulação entre os deputados e as expectativas para a votação desta quinta na Casa, Barros afirmou que há consenso para a manutenção do veto.

“O Brasil não suporta esse impacto neste momento. (...) Se o veto não for mantido, nós teremos um impacto orçamentário muito forte ainda este ano e no ano que vem também”.

Servidores em questão

A derrubada do veto libera, na prática, reajustes para servidores da segurança pública, Forças Armadas, peritos, agentes socioeducativos, profissionais de limpeza urbana, de serviços funerários e de assistência social.

Também estão entre as categorias os trabalhadores da educação pública e profissionais de saúde da União, dos estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

A condição para o reajuste, porém, é o envolvimento das categorias no combate à pandemia.

(Com informações do Estadão Conteúdo. Edição: Sinara Peixoto)