Safra de verão deve ser a segunda maior da história no Rio Grande do Sul


Bruna Ostermann, da CNN, em Porto Alegre
11 de setembro de 2020 às 10:06

A preparação para a safra de verão de 2020/2021 traz esperança aos produtores gaúchos que, neste ano, amargaram uma das piores estiagens já registradas.

Uma estimativa feita pela Emater-RS/Ascar (Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural) apontou que a próxima safra de verão pode ser a segunda maior da história do Rio Grande do Sul. Com crescimento de 1,8% da área de plantio em relação ao ano anterior, alcançando 7,8 milhões de hectares, a expectativa é de que os agricultores gaúchos produzam 32,5 milhões de toneladas dos principais grãos: soja, milho, arroz e feijão.

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Plantação de arroz no Rio Grande do Sul

Plantação de arroz no Rio Grande do Sul

Foto: Bruna Ostermann/CNN

A soja tem a expectativa de maior aumento na produção: 68,8%, o que possibilitará uma colheita de 19 milhões de toneladas. Vale destacar que esse ano houve quebra de quase metade da safra. Já o milho, deve ter acréscimo de 43% na produção, chegando a 5,9 milhões de toneladas. Com produção de 64,5 mil toneladas, o feijão deve registrar crescimento de 19%.

Apenas o arroz pode ter queda de 2,1% - mas ainda com excelentes resultados e 7,5 mil toneladas produzidas. É que o produto foi o único dos quatro que teve boa produtividade na safra 2019/2020.

Os dados que levaram à estimativa foram coletados no mês de agosto. “É importante ressaltar que eles estão baseados na tendência apresentada pelas produtividades médias municipais registradas ao longo dos últimos 10 anos. E, por isso, estão muito acima do resultado obtido na última safra que foi prejudicada pela estiagem”, explica o diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri.