HSBC, JPMorgan: bancos teriam movimentado US$ 2 tri ilícitos, diz consórcio

No Brasil, os documentos lançam suspeitas sobre operações do Grupo Schain em favorecimento de uma empresa chamada Ribas do Rio Pardo

Do Estadão Conteúdo
21 de setembro de 2020 às 08:36 | Atualizado 21 de setembro de 2020 às 23:46

Alegações de que os britânicos HSBC e Standard Chartered movimentaram grandes somas de fundos ilícitos por um longo período, apesar de indícios de sua origem duvidosa, envolvem também o alemão Deutsche Bank e bancos dos Estados Unidos.

Segundo documentos obtidos pela BuzzFeed News e organizações noticiosas que incluem o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, pela sigla em inglês), grandes bancos europeus fizeram mais de US$ 2 trilhões em transações suspeitas entre 1999 e 2017.

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Os documentos foram submetidos à Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN), órgão do Departamento do Tesouro dos EUA, e detalham operações supostamente ligadas a crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.

A reportagem também cita movimentações financeiras atípicas do Deutsche Bank, maior banco da Alemanha, e dos americanos JPMorgan Chase, Bank of America e Bank of New York Mellon, assim como da operadora de cartões American Express.

No Brasil, os documentos lançam suspeitas sobre operações do Grupo Schain em favorecimento de uma empresa chamada Ribas do Rio Pardo. Segundo o advogado da empresa, as operações foram lícitas e se referem a pagamento de honorários e retorno de investimentos passados.

O Schain faliu em 2018 após a Lava Jato indicar suspeita de envolvimento do grupo no pagamento de propinas. A investigação durou 16 meses e envolveu, além do BuzzFeed, 108 jornais em todo o mundo e mais de 400 jornalistas em 88 países.

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