Bolsonaro: nossa economia tem reagido bem e acredito no trabalho de Guedes


Beatriz Gurgel, Anna Russi e Julliana Lopes, da CNN, em Brasília
16 de outubro de 2020 às 12:09
Paulo Guedes e Jair Bolsonaro conversam em evento em Brasília

Paulo Guedes e Jair Bolsonaro conversam em evento em Brasília

Foto: Adriano Machado/Reuters (11.dez.2019)

Em meio às expectativas de que a agenda econômica de reformas vai atrasar e ficará apenas para depois das eleições e até para o próximo ano, o presidente da República, Jair Bolsonaro, sinalizou apoio e confiança no ministro da Economia, Paulo Guedes. "A nossa economia tem reagido muito bem e, cada vez mais, eu acredito na palavra e no trabalho do Paulo Guedes e sua equipe", afirmou o Bolsonaro em evento da inauguração de uma planta de biogás de uma usina da Raízen, nesta sexta-feira (16), em Guariba (SP).

Na avaliação do presidente, na parte econômica, o Brasil "é um daqueles (países) que melhor tem saído dando uma resposta a essa pandemia". 

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O apoio de Bolsonaro à Guedes ainda vem em um momento em que o ministro tem encontrado resistência no Legislativo e na indústria em relação a algumas de suas ideias, como a criação de um novo imposto sobre transações financeiras e digitais. Mesmo defendendo o tributo em reuniões com organismos internacionais, o ministro chegou a dizer à CNN, na última quinta-feira (15), que "talvez desistisse" da nova base tributária que é a principal aposta do governo para financiar a desoneração da folha de pagamento. 

Além disso, Guedes diverge de outros ministros do governo no que diz respeito ao ajuste fiscal e aumento ou redução de gastos públicos. Enquanto Guedes trabalha para reduzir o peso sobre o cofre público, alguns líderes de outras pastas na esplanada tentam aumentar suas despesas, mesmo que isso signifique superar o limite do teto de gastos.

Terras indígenas

Bolsonaro disse ainda que recebeu pedido do presidente de um "grande país da Europa” para ampliar a área de demarcação indígena no país de 12% para 20% do território. "Nenhuma reserva foi demarcada até o momento e cada vez mais nós lutamos, como temos um projeto do almirante Bento, ministro de Minas e Energia, para que o índio possa, se essa for a sua vontade, explorar o seu território da melhor maneira".

"Acabou o tempo em que o chefe de Estado ia para fora e voltava com um pacote de maldades contra o homem do campo”, completou Bolsonaro.

No início do ano o governo encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei que trata da regulamentação da mineração em terras indígenas, proposta foi discutida dentro da pasta de Minas e Energia. O texto ainda precisa ser analisado pelos parlamentares.

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