Sob Bolsonaro, a China virou o maior exportador de medicamentos para o Brasil


Fernando Molica
Por Fernando Molica, CNN  
23 de outubro de 2020 às 08:35
CoronaVac será testada no Brasil a partir de 20/7 em seis estados

Bolsonaro vetou a compra da vacina chinesa Coronvac

Foto: Reprodução/ GovernoSP

Nos nove primeiros meses de 2020, o Brasil aumentou em 84,4% a compra de medicamentos da China em relação a 2019 - o crescimento fez com que o país asiático se tornasse o nosso maior fornecedor desses produtos. De janeiro a setembro, gastamos US$ 554 milhões (R$ 3,1 bilhões) com importações da China no item "medicamentos e produtos farmacêuticos, exceto veterinários".

Nesta quinta (22), o presidente Jair Bolsonaro reafirmou que não autorizará a compra da vacina chinesa contra o novo coronavírus já que, segundo ele, há um "descrédito" em relação ao imunizante. Para Bolsonaro, o produto não transmite segurança "pela sua origem".

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Os produtores chineses foram, até o mês passado, responsáveis por 16% das importações de medicamentos feitas pelo Brasil. Em segundo lugar ficaram a Alemanha e a Suíça, com 13% cada. Os Estados Unidos ocuparam a quarta posição, com 11%. Os dados estão disponíveis na página Comex Stat, do governo brasileiro.

O crescimento das exportações chinesas de remédios para o Brasil disparou no segundo ano do governo Bolsonaro. Em 2019, a China ficou com o quarto lugar das nossas importações desse tipo de produto, com 9,2% de nossas compras: seu faturamento chegou a US$ 394 milhões (R$ 2,2 bilhões). No ano passado, os primeiros lugares ficaram com Alemanha (16%), Estados Unidos (14%) e Suíça (13%).