Banco Mundial vai emprestar US$ 1 bilhão para expansão do Bolsa Família

O programa apoiará a ampliação do programa, por meio do financiamento de transferências de renda que beneficiarão cerca de 3 milhões de pessoas

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
30 de outubro de 2020 às 13:07 | Atualizado 30 de outubro de 2020 às 16:42

 

O Conselho de Diretores do Banco Mundial autorizou, nesta sexta-feira (30), um empréstimo de US$ 1 bilhão para que o Ministério da Cidadania amplie o programa Bolsa Família. A medida faz parte do Projeto de Apoio à Renda para os Pobres Afetados pela COVID-19. 

"O programa apoiará a ampliação do programa Bolsa Família, por meio do financiamento de transferências de renda que beneficiarão cerca de 3 milhões de pessoas, incluindo mulheres, crianças e jovens, indígenas e outras minorias", informou o Banco.

A expansão do Bolsa Família visa ajudar famílias que deixarão de receber assistência social com o fim do auxílio emergencial no final do ano. Antes da pandemia, o Brasil tinha cerca de 13 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família. A ideia é que, com o financiamento, o programa atenda mais cerca de 1,2 milhão de famílias, que continuarão precisando dos recursos após o término do auxílio emergencial.

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Além disso, outro objetivo, segundo o Banco Mundial, é a redução de perdas de capital humano pelo monitoramento da frequência escolar dos beneficiários (idades entre 6 e 17 anos) e dos check-ups de saúde.

Assim, como contrapartida, uma vez cadastradas no programa, as famílias beneficiárias devem assegurar a frequência escolar dos seus filhos e a realização dos exames médicos de rotina.

"Isso significa manter a carteira de vacinação em dia e consultar o médico de família regularmente. Embora as condicionalidades do Bolsa Família tenham sido temporariamente suspensas durante a pandemia da COVID-19, elas continuam a ser monitoradas de perto, e serão retomadas uma vez que a crise chegue ao fim", esclarece a instituição.

O Banco Mundial vai oferecer assistência técnica ao Ministério da Cidadania, em coordenação com outros doadores bilaterais, para avaliar os impactos potenciais das mudanças no programa Bolsa Família, ajudar as famílias beneficiárias a contribuírem para a recuperação econômica, e reunir as lições aprendidas sobre os programas de proteção social emergenciais no Brasil e no mundo.

De acordo com o Banco Mundial, o empréstimo de US$1 bilhão ao Ministério da Cidadania tem garantia da República Federativa do Brasil e prazo médio de pagamento de 7,88 anos.

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