Waack: Boeing 737 Max já pode voar, mas falta convencer passageiros que é seguro

Aeronave é um modelo necessário para o setor aéreo graças a sua eficiência e redução de custos; desafio, agora, é convencer que ela não representa riscos

Da CNN
19 de novembro de 2020 às 08:44 | Atualizado 19 de novembro de 2020 às 08:47

No quadro CNN Poder desta quinta-feira (19), na CNN Rádio, William Waack analisa a autorização para que as aeronaves Boeing 737 Max voltem a voar depois de uma proibição de 20 meses imposta por causa de dois acidentes.

“Uma pequena economia, um pequeno aumento na eficiência do gasto de combustível significa milhões de dólares acumulados no final do ano. E esse avião prometia isso. Até que surgiu um problema que é quase filosófico na aviação: a relação entre o ser humano e a automação na cabine desses grandes jatos”, disse.

E foi justamente um erro de automação do Boeing 737 Max que causou dois acidentes – em outubro de 2018 e março de 2019 – que resultaram na morte de 346 pessoas.

Assista e leia também:
American Airlines planeja retomar voos com Boeing 737 Max em dezembro
Comandante explica o que mudou no 737 Max para que o avião volte a operar
Gol amplia oferta em novembro, espera volta do MAX até fim do ano

Para Waack, a pergunta que está na cabeça das pessoas, com a liberação dos 737 Max, é se esses aviões são seguros.

“Do ponto de vista exclusivamente dos pilotos, sim. É uma máquina fabulosa, tem um nível de automação muito bem desenvolvido e, agora, passou a dar mais autoridade aos pilotos e menos aos computadores”, afirmou.

Ele disse ainda que, do ponto de vista da economia, o Boeing 737 Max é um avião necessário justamente pelo fator que é tão decisivo nessa indústria: eficiência na aplicação da tecnologia.

“Agora, se os passageiros vão recuperar a confiança em um avião que caiu duas vezes vai depender da capacidade das empresas que operam esses aviões de mostrarem que eles são o que, realmente, pareciam quando foram anunciados: maravilhas dos céus.”