Abílio Diniz diz que 'racismo é execrável e inaceitável' e deve ser combatido


Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo
21 de novembro de 2020 às 18:17 | Atualizado 21 de novembro de 2020 às 18:31

 

O empresário Abílio Diniz usou as redes sociais para prestar solidariedade e cobrar mudanças no Carrefour, depois que João Alberto Silveira, um homem negro de 40 anos, morreu por espancamento em uma loja da rede em Porto Alegre, na quinta-feira (19).

"Como acionista e conselheiro do Carrefour, pedi à empresa que não meça esforços e trabalhe incansavelmente para que fatos trágicos como este jamais se repitam no Brasil", escreveu o empresário. "E mais, que o Carrefour se organize para ser um agente transformador na luta contra o racismo estrutural no Brasil e no mundo."

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Na noite de sexta-feira (20), o presidente do Grupo Carrefour, Alexandre Bompard, se posicionou pelo Twitter a respeito do caso. Para ele, “as imagens são insuportáveis” e que os seus “valores e os valores do Carrefour não compactuam com racismo e violência”.

Em consonância, Diniz escreveu que "racismo é execrável e inaceitável e devemos combatê-lo sempre, com toda a força". O empresário disse ainda que "dezenas de milhões de brasileiros enfrentam diariamente agressões e enormes dificuldades por conta do racismo, e nosso país não vai avançar de verdade sem que isso seja endereçado de forma efetiva".

Doação para causas antirracistas

O Carrefour Brasil informou que toda a renda das lojas no país de sexta-feira será revertida para projetos de combate ao racismo. Segundo a empresa, os recursos serão direcionados de acordo com a orientação de "entidades reconhecidas na área".

"Essa quantia, obviamente, não reduz a perda irreparável de uma vida, mas é um esforço para ajudar a evitar que isso se repita", afirma a empresa por meio de nota. Além disso, de acordo com o Grupo, todas as unidades abrirão duas horas mais tarde neste sábado (21).

Segundo a varejista, o período será utilizado para "reforçar o cumprimento das normas de atuação" exigidas dos funcionários próprios e também das empresas terceirizadas que prestam serviços à companhia.

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