Bolsas da Ásia fecham em queda, realizando lucros e com tensão entre EUA e China

Washington deve adicionar novas companhias do país asiático à chamada lista de entidades, que dificulta o acesso a compradores norte-americanos

Eduardo Gayer, do Estadão Conteúdo
30 de novembro de 2020 às 07:40
Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

As bolsas da Ásia encerraram a sessão desta segunda-feira (30) em queda, realizando lucros do mês de novembro, bastante positivo para os mercados acionários globais, mas com investidores também atentos à tensão entre os Estados Unidos e a China.

Segundo informa a Reuters, Washington deve adicionar novas companhias do país asiático à chamada lista de entidades, que dificulta o acesso a compradores norte-americanos. Com tudo isso, dados positivos da economia chinesa acabaram apenas monitorados.

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Na bolsa de Tóquio, o índice Nikkei encerrou o dia em baixa de 0,79%, aos 26.433,62 pontos, enquanto em Seul, o índice Kospi cedeu 1,60%, aos 2.591,34 pontos, mínima do dia.

Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,49%, para 3.391,76 pontos, também mínima do dia.

Entre outros mercados, na China continental, o índice composto de Xangai cedeu 0,49%, para 3.391,76 pontos, e o de Shenzhen caiu 0,15%, aos 13.670,11 pontos.

Na Oceania, na Bolsa de Sydney, o índice S&P/ASX 200 cedeu aos 1,26%, aos 6.517,80 pontos.

Neste último pregão de novembro, os mercados asiáticos realizaram parte dos lucros de um mês muito positivo para as bolsas globais, diante de boas expectativas para uma vacina contra a covid-19 e boa receptividade do secretariado em formação do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

Colaborou ainda para as operações em baixa notícia de que o governo americano está prestes a adicionar a principal fabricante de chips da China, a SMIC, e a produtora de petróleo e gás offshore do país asiático CNOOC à chamada "lista de entidades". A medida restringe acesso a investidores dos EUA.

Tudo somado, o avanço do índice de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da China, de 51,4 em outubro para 52,1 em novembro, maior nível em três anos, ficou em segundo plano.

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