Crescimento do PIB dos EUA no 3° tri é revisado ligeiramente para cima

A taxa seguiu uma contração de 31,4% no trimestre de abril a junho, a mais profunda queda desde que o governo começou a manter registros em 1947

da Reuters
22 de dezembro de 2020 às 12:30 | Atualizado 22 de dezembro de 2020 às 12:51
Bandeira dos Estados Unidos
Foto: Kevin Lanceplaine / Unsplash

A economia dos Estados Unidos cresceu a um ritmo recorde no terceiro trimestre. De acordo com afirmação do governo desta terça-feira (22), esse crescesicmento ocorreu por causa do impulsionamento de mais de 3 trilhões de dólares, devido ao alívio da pandemia.  Apesar desta escalada econômica,  parece ter perdido ritmo à medida que o ano chega ao fim, com o crescimento de casos de Covid-19 e à redução dos estímulos fiscais.

O Produto Interno Bruto se recuperou a uma taxa anualizada de 33,4% no trimestre passado, disse o Departamento de Comércio dos EUA em sua terceira estimativa do PIB. O dado foi revisado em relação ao ritmo de 33,1% informado no mês passado. A taxa se seguiu a uma contração de 31,4% no trimestre de abril a junho, a mais profunda queda desde que o governo começou a manter registros em 1947.

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A economia continua 3,5% abaixo do nível do final de 2019.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que o PIB do terceiro trimestre não seria revisado, ficando em uma taxa de 33,1%.

Os Estados Unidos estão lutando contra o ressurgimento de novos casos de coronavírus, com mais de 17,78 milhões de pessoas infectadas e mais de 317.800 mortos, de acordo com uma contagem de dados oficiais da Reuters.

Os governos estaduais e locais voltaram a impor restrições às empresas, minando os gastos dos consumidores e desencadeando uma nova onda de demissões. A situação sombria foi agravada pelo atraso do Congresso em fornecer alívio fiscal adicional para empresas em dificuldades e desempregados.

O Congresso dos EUA aprovou na segunda-feira um pacote de resgate no valor de quase 900 bilhões de dólares, que terá pagamentos diretos feitos à maioria dos norte-americanos e fornecerá pagamentos maiores aos desempregados. Ele ampliará um programa de empréstimos para pequenas empresas e direcionará dinheiro para escolas, companhias aéreas, sistemas de trânsito e distribuição de vacinas.

Embora o estímulo adicional proporcione alguma proteção, economistas disseram que ele é insuficiente e veio um pouco tarde demais, observando que o pacote exclui ajuda para governos estaduais e locais, cujos orçamentos foram pressionados pela pandemia.

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"A natureza de curto prazo desse alívio ressalta a necessidade de um pacote de auxílio adicional no novo Congresso, uma vez que ele claramente não é suficiente para sustentar os desempregados ou as pequenas empresas até que a pandemia recue", disse David Kelly, estrategista-chefe global do JPMorgan Funds.

"A falta de alívio adicional para os governos estaduais e locais aumenta a probabilidade de mais demissões neste setor nos próximos meses."

Embora as vacinas estejam sendo distribuídas, especialistas em saúde alertaram que pode demorar um pouco para que haja imunidade coletiva.

Os gastos do consumidor, que respondem por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, lideraram a ampla recuperação no último trimestre. Mas o consumo parece ter arrefecido desde então, com as vendas no varejo caindo em outubro e novembro, já que a renda das famílias ficou sob pressão em meio ao fim de um subsídio semanal de auxílio-desemprego financiado pelo governo.

 

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