Bitcoin renova máxima a US$28.600, em ano marcado por quebra de recordes

O Bitcoin tem visto uma demanda cada vez maior de grandes investidores dos EUA, atraídos por suas características de proteção contra a inflação

Tom Wilson, da Reuters
30 de dezembro de 2020 às 11:59 | Atualizado 30 de dezembro de 2020 às 12:04
Moedas com símbolo do bitcoin, um dos criptoativos mais conhecidos
Foto: Dmitry Demidko/Unsplash

O bitcoin saltou nesta quarta-feira para um recorde de 28.599,99 dólares, depois que a moeda digital quase quadruplicou de valor este ano em meio ao aumento do interesse de investidores maiores.

A criptomoeda mais popular do mundo subia 2,1% nesta manhã, a 27.932 dólares.

O Bitcoin tem visto uma demanda cada vez maior de grandes investidores dos EUA, atraídos por suas características de proteção contra a inflação e potencial para ganhos rápidos, bem como expectativas de que se tornará um método de pagamento convencional.

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Investidores disseram que a quantidade finita de bitcoins - produzido pelos chamados computadores de "mineração" que validam blocos de transações competindo para resolver problemas matemáticos - ajudou a impulsionar movimentos ascendentes nos últimos dias.

Muitos participantes recentes do mercado estão mantendo suas posições, disseram eles.

"O lado da oferta para o mercado de bitcoin permanecerá restrito", disse Jacob Skaaning, do fundo de hedge de criptoativos ARK36.

Os últimos ganhos levaram o valor de mercado do bitcoin para mais de 518 bilhões de dólares, de acordo com o site CoinMarketCap.

Outras criptomoedas importantes, que tendem a acompanhar o movimento do bitcoin, operavam estáveis. O ethereum, segunda maior criptomoeda, caía 0,4%, mas no caminho de encerrar 2020 com alta de cerca de 465%.