Hotelaria carioca registra média de 63% de ocupação no Carnaval

Neste cenário de turismo interno, os principais emissores de turistas para a cidade são os estados de São Paulo, Minas Gerais e do próprio Rio de Janeiro

Beatriz Puente, da CNN, no Rio de Janeiro
18 de fevereiro de 2021 às 11:45
Chave do Carnaval é entregue a profissionais da saúde no Rio de Janeiro
Chave do Carnaval é entregue a profissionais da saúde no Rio de Janeiro
Foto: Jaqueline Frizon/CNN

Mesmo sem desfiles de escolas de samba na Marquês de Sapucaí e apresentação de blocos por conta da pandemia, o carnaval do Rio superou as projeções do setor hoteleiro da cidade. Segundo o Sindicato dos Meios de Hospedagem do Rio de Janeiro (Hotéis Rio), a média de ocupação nos hotéis no período foi de 63%. No início do mês, o cancelamento do Carnaval na cidade derrubou para 41% a taxa de reservas de hospedagem no período entre 12 a 16 de fevereiro. Em 2020, o índice fechou em 93%.

Como já é tradicional, a Zona Sul da cidade concentrou os números mais altos. Os bairros de Ipanema e Leblon tiveram 70% de ocupação dos quartos, enquanto Leme e Copacabana registraram 64%. Em alguns hotéis, houve pico, com taxas de 80% a 100%. Presidente do Hotéis Rio, Alfredo Lopes considera que o resultado foi positivo.

“O balanço positivo da nossa ocupação reflete que, mesmo sem a grande festa de Carnaval, a cidade do Rio, suas belas praias e diversidade de atrativos turísticos foram o que fizeram a diferença para a hotelaria carioca neste ano sem folia”, afirmou o empresário.

Segundo a Hotéis Rio, cerca de 95% dos visitantes da cidade no período são do próprio país. Neste cenário de turismo interno, os principais emissores de turistas para a cidade são os estados de São Paulo, Minas Gerais e do próprio Rio de Janeiro. No mercado internacional, os turistas são, principalmente, dos EUA, seguidos por argentinos e chilenos.

Por decreto do prefeito do Rio, Eduardo Paes (DEM), havia restrições para o acesso à cidade por terra nesse período, com fiscalização para evitar a entrada de veículos fretados sem autorização para entrada na cidade. E, mesmo entre os que tinham autorização para acesso, foi verificado individualmente se os passageiros tinham feito reservas, condição essencial para que os turistas pudessem entrar na cidade no período.

*Sob supervisão de Stéfano Salles