IGP-M fica em 2,53% em fevereiro; em 12 meses, alta é de 28,94%, diz FGV

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis

Thâmara Kaoru, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
25 de fevereiro de 2021 às 08:09 | Atualizado 25 de fevereiro de 2021 às 08:56
Centros urbanos
Imóveis em São Paulo (SP)
Foto: Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou alta de 2,53% em fevereiro contra 2,58% no mês anterior, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (25).

Com esse resultado, o índice acumula alta de 5,17% no ano e aumento de 28,94% em 12 meses. Em fevereiro de 2020, o índice havia caído 0,04% e acumulava alta de 6,82% em 12 meses.  

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de aluguel de imóveis.

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, passou a subir 3,28%, ante alta de 3,38% no mês anterior.

“O resultado mostrou que a pressão exercida pelas matérias-primas brutas se espalhou pelas demais classes do IPA favorecendo o acréscimo das taxas dos grupos bens intermediários, influenciada por materiais e componentes para a manufatura, e bens finais, este influenciado pelo aumento da gasolina, cujo preço subiu 17,43%, ante 6,63% no mês anterior”, afirmou André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

Para o consumidor, a alta dos preços ficou menos intensa, uma vez que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30% sobre o índice geral, desacelerou a alta a 0,35% no mês, de 0,41% em janeiro.

O Índice Nacional de Custo de Construção (INCC), por sua vez, subiu 1,07% em fevereiro, de uma alta de 0,93% no primeiro mês do ano.

*Com Reuters