Especulação de renúncia do presidente do BB faz ação cair 5%; banco nega saída

André Brandão estaria desconfortável em permanecer no cargo e planejaria sua saída, segundo notícias divulgadas nesta sexta-feira (26)

Juliana Elias, do CNN Brasil Business, em São Paulo*
26 de fevereiro de 2021 às 19:57

As ações do Banco do Brasil (BBSA3) encerraram o pregão desta sexta-feira (36) em queda de quase 5% após notícias de que o presidente executivo do banco, André Brandão, estaria desconfortável em permanecer no cargo e planejaria sua saída. Em nota ao mercado publicada no início da noite, o BB negou que o executivo tenha renunciado. 

“Em referência às notícias veiculadas na mídia nesta data envolvendo o seu presidente André Guilherme Brandão, o Banco do Brasil informa que não houve pedido de renúncia por parte de seu presidente”, diz a instituição.

Na nota, o BB ainda informou que “não tem conhecimento das fontes das notícias veiculadas” e que “fatos adicionais, julgados relevantes, serão prontamente divulgados ao mercado”. 

As ações do banco fecharam o dia em queda de 4,92%. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,98%.

O presidente do Banco do Brasil, André Brandão
Foto: Alan Santos/PR (22.set.2020)

Reportagens veiculadas na mídia nesta sexta-feira informaram que Brandão teria comentado com interlocutores sobre a insatisfação com o cargo, e que pediria para deixar a cadeira. 

As notícias vêm poucos dias depois de o presidente Jair Bolsonaro ter anunciado, na sexta-feira passada, a demissão do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e sua substituição pelo general Joaquim Silva e Luna. A troca foi decidida depois que a estatal anunciou aumentos de mais de 10% nos preços dos combustíveis.

Na posse de Luna, Bolsonaro afirmou que todas as estatais precisam cumprir uma função social e que é inadmissível um presidente de uma dessas companhias que não tenha essa compreensão.

Em janeiro, Bolsonaro já teria tentado demitir Brandão, depois que o BB anunciou um plano de economia que incluía o fechamento de  361 agências e cerca de 5 mil demissões voluntárias.

(*Com Reuters)