Número de pedidos de auxílio-desemprego recua nos EUA em março

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 684 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 20 de março, de 781 mil na semana anterior

Lucia Mutikani, da Reuters
25 de março de 2021 às 12:01
Fila de emprego em loja da Target em São Francisco, nos Estados Unidos
Fila de emprego em loja da Target em São Francisco, nos Estados Unidos
Foto: Robert Galbraith/Reuters

Menos norte-americanos do que o esperado entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada uma vez que a atividade econômica se recupera após problemas causados pelo clima em fevereiro nos Estados Unidos, mas deverá levar anos para que o mercado de trabalho se recupere totalmente da pandemia.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 684 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 20 de março, de 781 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quinta-feira (25).

Economistas consultados pela Reuters projetavam 730 mil pedidos na última semana.

O frio na segunda metade de fevereiro prejudicou as vendas no varejo, construção de moradias, produção nas fábricas, além de encomendas e embarques de produtos manufaturados no mês passado.

A expectativa é de que o clima mais quente, o pacote de resgate do governo e aumento das vacinações ampliem a atividade em março.

Pouco mais de um ano depois de a pandemia ter afetado os EUA, os pedidos de auxílio-desemprego permanecem acima do pico de 665 mil visto durante a Grande Recessão de 2007-09. Em um mercado de trabalho saudável, os pedidos ficam normalmente na faixa de 200 mil a 250 mil.

O emprego está 9,5 milhões de postos de trabalho abaixo do pico de fevereiro de 2020. Economistas dizem que pode levar ao menos dois anos para que a economia recupere todas os 22,4 milhões de vagas perdidas em março e abril do ano passado.

O governo também confirmou nesta quinta-feira (25) que a economia perdeu força considerável no final do ano passado em meio a um aumento nas novas infecções por coronavírus e atrasos no estímulo fiscal.

O Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anualizada de 4,3% no quarto trimestre, disse o Departamento do Comércio em sua terceira estimativa para o período.

Houve revisão para cima ante a taxa de 4,1% informada no mês passado, mas o resultado representa forte desaceleração sobre o recorde de 33,4% visto no terceiro trimestre.

A expectativa é de que a economia cresça 7,5% no primeiro trimestre e supere 7% neste ano, o que seria a expansão mais forte desde 1984.