Investimentos em startups batem recorde no Brasil

Em 2020, foram investidos R$ 19,7 bilhões nas startups brasileiras

Isabella Faria, da CNN, em São Paulo
21 de maio de 2021 às 14:40

 

As soluções para o varejo, saúde e educação apresentadas pelas startups brasileiras chamaram a  atenção de investidores. Desde 2016, a quantia aplicada nessas empresas — que se apresentam com nomes não tão familiares: fintechs, healthtechs, edtechs  — vem crescendo.

Mas foi em 2020 que atingiu pico: foram R$ 19,7 bilhões investidos em meio à pandemia do novo coronavírus.

Em parte, o aumento de investimentos é reflexo da queda da taxa de juros que fez com que investidores buscassem ativos mais arriscados e mais rentáveis, como as startups. O resultado é disso é que muitas startups cresceram no Brasil e se transformaram em grandes empresas de tecnologia, chamadas de unicórnios.

Para o CEO de uma healthtech, startup focada na área de saúde, a pandemia tornou o serviço da empresa mais necessário. Ela oferece, através de um aplicativo, consultas médicas. De 30 mil downloads em janeiro de 2020, a empresa passou a 500 mil no fim do mesmo ano. 

"De cara, regulamentou-se a telemedicina. Antes a gente já trabalhava com telemedicina, com consultas para a parte mental, pois já estava regulamentado. E a saúde digital vem pra isso, para se ter uma conveniência", diz Ian Bonde, CEO da Vibe Saúde.

Para Felipe Matos, presidente da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), o futuro das startups é promissor. "Uma startup leva de cinco a 10 anos no período de maturação, entre os primeiros investimentos até se tornarem grandes negócios. Como temos tido investimentos crescentes, esperamos que daqui pra frente o número de startups cresça cada vez mais."

Lendico Startup Fintech
Fintechs, healthtechs, edtechs: startups brasileiras receberam impulso de investimentos durante pandemia
Foto: Lendico/Divulgação