Airbnb afirma que irá hospedar 20 mil refugiados afegãos

Empresa trabalhará em estreita colaboração com ONGs e seu braço sem fins lucrativos, o Airbnb.org, que fornece moradia para pessoas necessitadas após desastres naturais e outras crises

Afegãos são evacuados de Cabul pelo exército dos EUA
Afegãos são evacuados de Cabul pelo exército dos EUA 86th Airlift Wing/Public Affairs

Charles Rileydo CNN Business*

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O Airbnb se comprometeu a fornecer moradia gratuita para 20 mil refugiados afegãos. Nesta terça-feira (24), o CEO Brian Chesky disse que o programa começaria imediatamente e que a empresa pagaria pelas estadias.

“O deslocamento e a necessidade de acomodação de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias do nosso tempo. Sentimos a responsabilidade e queremos ajudar”, disse Chesky em uma série de postagens no Twitter.

A empresa trabalhará em estreita colaboração com ONGs e seu braço sem fins lucrativos, o Airbnb.org, que fornece moradia para pessoas necessitadas após desastres naturais e outras crises.

Chesky não disse por quanto tempo os refugiados ficarão alojados ou por quanto tempo a empresa financiará suas estadas. A empresa não respondeu imediatamente a um pedido do CNN Business para obter mais informações.

Dezenas de milhares de pessoas tentaram deixar o Afeganistão nos últimos dias depois que a capital do país, Cabul, caiu nas mãos do Talibã. Muitos afegãos chegaram ao aeroporto da cidade na esperança de embarcar em voos de evacuação operados pelos Estados Unidos e outros governos.

Décadas de conflito no Afeganistão causaram uma crise aguda de refugiados. Há quase 2,5 milhões de refugiados registrados do Afeganistão, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, compreendendo a maior população de refugiados prolongada na Ásia.

ONGs, grupos religiosos e governos locais nos Estados Unidos, Reino Unido e outros países se comprometeram a ajudar os refugiados afegãos. Chesky pediu para a comunidade empresarial fazer o mesmo.

“Espero que isso inspire outros líderes empresariais a fazer o mesmo. Não há tempo a perder”, disse.

*Texto traduzido, clique aqui para ler conteúdo original

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