BDRs permitem que pessoas físicas invistam em empresas estrangeiras

Os BDRs já eram negociados há um bom tempo, mas só há um ano a Bolsa brasileira liberou essas ações para pessoas físicas

Tiago Américoda CNN

Em São Paulo

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Faz um ano que pessoas físicas no Brasil podem comprar ações no mercado internacional. Essas aplicações são possíveis pelas chamadas BDRs, sigla em inglês para “Recibo Depositário Brasileiro”.

Os BDRs já eram negociados, mas só há um ano a Bolsa brasileira liberou essas ações para pessoas físicas.

O país tem hoje 264 mil investidores em BDRs como pessoas físicas, que são responsáveis por 17% de todo o volume negociado nesses ativos. Um deles é o sócio da Nexgen Capital, José Cassiolato, que começou a participar dessa modalidade no início da pandemia de Covid-19.

“Hoje as principais fortunas do Brasil já têm uma diversificação internacional”, disse. “Essa chance que o brasileiro tem agora de acessar e ter uma diversificação parecida com essas grandes fortunas é uma grande oportunidade”, afirmou Cassiolato.

Diversificação

O mercado de ações brasileiras ainda é pequeno se comparado ao dos Estados Unidos. Por isso, diversificar com empresas mundiais, segundo especialistas, é uma ótima opção para ampliar a carteira de investimentos.

“Na prática você está negociando um espelho da ação que é negociada nos Estados Unidos”, disse o CEO da Planner Corretora, Alan Gandelman, sobre esses investimentos. “É uma aposta para quem pensa em diversificar”, afirmou à CNN.

Especialistas afirmam também que, em um momento de instabilidade política e econômica do país, que eleva o dólar e afeta as ações da Bolsa de Valores de São Paulo, investir também em papéis estrangeiros é uma boa estratégia.

“Ela é um aposta pra quem pensa em diversificar, no caso, não tao somente o seu investimento nas ações, mas se dolarizar. Você acaba automaticamente se dolarizando quando você compra e detém esses BDRs”, disse Alan Gandelman.

(Publicado por Daniel Fernandes)

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