Brasil tem potencial de suprir 22% da demanda global de créditos de carbono

A regulação do mercado de carbono será um dos temas da COP26, que acontece em novembro

Bruna Macedoda CNN

em São Paulo

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Um estudo feito pelo ICC Brasil (International Chamber of Commerce) aponta que o Brasil tem potencial de suprir 22% da demanda global de créditos de carbono.

Ou seja, quando há menor emissão de carbono na atmosfera do que o estabelecido, a diferença pode ser comercializada com outras empresas na forma de crédito de carbono.

Mas, para que isso ocorra, a diretora-executiva do ICC Brasil, Gabriella Dorhiac, disse em entrevista à CNN que há alguns pré-requisitos.

Um deles é que o país apoie a aprovação do artigo 6 do Acordo de Paris na Conferência do Clima das Nações Unidas (COP26), que trata justamente da cooperação e da regulação do mercado de carbono global. A COP26 etá marcada para novembro, na cidade de Glasgow, na Escócia.

Se isso se concretizar, Dorhiac destaca que “o Brasil precisa criar uma estrutura para certificação dos créditos”. Segundo ela, “é uma cadeia de benefícios muito poderosa”.

No Brasil, a compra e a venda do crédito acontece atualmente de forma voluntária.

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