Confiança do consumidor sobe em outubro após dois meses de queda, diz FGV

O indicador que mede as expectativas sobre a situação econômica subiu 1,0 ponto, para 98,5 pontos

Consumidores fazem compras em mercado de rua no Rio de Janeiro
Consumidores fazem compras em mercado de rua no Rio de Janeiro Reuters

da Reuters

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A confiança do consumidor brasileiro voltou a subir em outubro após dois meses de queda, apoiada por uma revisão das expectativas sobre as finanças familiares em meio a uma melhora na avaliação de cenário para o mercado de trabalho nos próximos meses.

O índice de confiança do consumidor subiu 1,0 ponto em outubro, para 76,3 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (21).

O Índice de Situação Atual (ISA), um dos componentes do índice cheio, variou 0,2 ponto, para 69,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 1,3 ponto, para 82,4 pontos.

Do lado das expectativas, o indicador que mais influenciou foi o que mede as perspectivas sobre a situação financeira familiar, que avançou 3,8 pontos, para 83,5 pontos. Ainda assim, essa recuperação representa apenas 30% das perdas de sofridas em setembro.

O indicador que mede as expectativas sobre a situação econômica subiu 1,0 ponto, para 98,5 pontos. Mesmo com melhores perspectivas financeiras familiares, contudo, o ímpeto de compras para próximos meses continuou a cair pelo segundo mês consecutivo, com baixa de 0,9 ponto, para 67,5 pontos.

“Consumidores se mantêm cautelosos em relação à intenção de compra de bens duráveis. O aumento da incerteza, o aumento dos preços e a demanda represada por serviços na pandemia podem estar contribuindo para frear o consumo desses produtos”, afirmou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens da FGV.

Houve acomodação da avaliação dos consumidores sobre a situação atual. O indicador que mede percepção dos consumidores sobre a situação econômica no momento variou 0,3 ponto em outubro, para 74,8 pontos, e o que mede a satisfação sobre as finanças pessoais teve oscilação de 0,2 ponto, para 63,8 pontos.

A FGV avaliou que ambos se mantêm em patamar muito baixo em termos históricos. E a percepção de uma confiança que ainda mostra debilidade é endossada pelas médias móveis trimestrais do índice cheio: a média se manteve negativa ao cair 2,0 pontos, para 77,8 pontos, em outubro.

Ainda de acordo com a FGV, a análise por faixa de renda revela piora da confiança apenas para os consumidores com renda de até R$ 2.100,00, acumulando queda de 1,4 ponto, para 63,7 pontos. A faixa de renda entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 registrou o melhor desempenho, com alta de 5,3 pontos, para 73 pontos.

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