Crise hídrica deve se arrastar até 2022, mesmo com chuvas, diz especialista

O país vive a sua pior crise hídrica dos últimos 91 anos

Cleber Souzado CNN Brasil BusinessProduzido por Ludmila Candalda CNN

em São Paulo

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A crise hídrica instalada no Brasil deve se arrastar até 2022, mesmo com a tendência de chuvas acima da média nos próximos meses. É o que afirma o engenheiro e consultor no setor energético, Roberto Kishinami, à CNN na noite deste sábado (25).

Essa é a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Para Kishinami, a escassez dos reservatórios já estava prevista desde 2019, e isso tem impactado diretamente na conta de luz e no orçamento dos brasileiros.

“Precisamos olhar para a ciência como um coletivo. As chuvas ainda vão demorar. E isso pode colocar nossa matriz em um estresse, principalmente nessa reta final do ano. Estamos arrastando com a barriga e deve se arrastar até 2022”, diz o engenheiro.

Nesta sexta-feira (24) a Aneel anunciou que as contas de luz das famílias de baixa renda atendidas pelo programa Tarifa Social vão continuar com a bandeira vermelha 2 em outubro.

Durante a entrevista, Roberto também afirmou que o governo precisa mostrar mais soluções para que a população possa seguir sem receio. “Não adianta pedir somente aos céus”.

Declaração de Bolsonaro

Em pronunciamento gravado à Organização das Nações Unidas (ONU) na sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse aos líderes mundiais que o país tem enfrentado a crise energética com “planejamento e seriedade”. “Não estamos de braços cruzados”, afirmou o presidente.

Para o engenheiro, a declaração é “uma inverdade do presidente”. “Falta transparência ao governo para lidar com a crise”, diz.

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