Inclusão de pessoas trans no mercado de trabalho evolui lentamente, diz especialista

À CNN Rádio, Adriana Ferreira, head da empresa Mais Diversidade, disse que há avanços, mas faltam oportunidades

Amanda Garcia, com produção de Letícia Vidica e Letícia Brittoda CNN

Em São Paulo

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Durante participação no CNN no Plural, da CNN Rádio, a head da empresa Mais Diversidade, Adriana Ferreira, avaliou que o cenário do mercado de trabalho para pessoas trans evoluiu, quando comparado há cinco anos, mas essa evolução aconteceu “a passos lentos.”

Um levantamento aponta que 20% da população trans está desempregada, além de 56,82% sofrer com insegurança alimentar.

“Essa população desempregada não tem oportunidade e conhecimento, e empresas não se sentem preparadas para assumir essa corresponsabilidade não só de fazer o que é certo para a sociedade, mas também integrar essa população que ainda é rara nos ambientes corporativos”, lamentou.

Adriana, no entanto, afirma que as empresas “estão acordando” para esta situação. “Embora seja realidade para pessoas trans estarem na informalidade, a gente espera que contribuam de forma efetiva ingressando no ambiente de trabalho.”

Um dos benefícios de incluir esta parcela da população, segundo Adriana, é abrir a discussão. “Há vieses que acreditam que não há pessoas trans capazes, que todas estão em prostituição, que estão em vulnerabilidade, existe grande parte nesta situação, mas o que estamos fazendo para mudar essa realidade?”, questionou.

A especialista também destaca que a questão do ESG – que mede ações empresariais a respeito do meio-ambiente, questão social e governança – é aliada da questão trans.

“Quando toda a rede olha como ponto fundamental, começamos a ter verdadeiros avanços (…). Empresas que se planejam pra isso, se comprometem com programas de médio e longo prazos, porque não tem milagre, apenas se posicionar sobre o um tema não é suficiente para mudança que queremos”, completou.

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