Leilão do 5G ocorre nesta quinta-feira (4), com 15 empresas inscritas

Entre as cadastradas para a disputa estão veteranas, como Claro, TIM e Vivo, e novatas na telefonia móvel, como operadoras regionais

Juliana Eliasdo CNN Brasil Business*

em São Paulo

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Começou por volta das 10h20 desta quinta-feira (4) o leilão do 5G promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O novo padrão de conectividade móvel permitirá uma conexão de internet de alta velocidade no país, que impulsionará o desenvolvimento de tecnologias como internet das coisas (IoT) e veículos autônomos, por exemplo.

O processo acontece no auditório da Anatel, em Brasília, e pode se estender até a sexta-feira (5), a depender do ritmo com que sejam analisadas as propostas entregues por todas as 15 empresas que se habilitaram para as diferentes faixas de frequência oferecidas.

A solenidade de abertura do evento tem a presença do ministro das Comunicações, Fábio Faria, e do presidente da Anatel, Leonardo de Morais. Também está prevista a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de acordo com a Anatel.

O leilão prevê a venda das frequências de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz, em blocos nacionais e regionais.

No total, 15 empresas se habilitaram e apresentaram propostas para participar da disputa, número comemorado pelo governo e pela agência das telecomunicações não só pela ampla concorrência, como também pela vasta participação de novas interessadas no mercado de telefonia móvel brasileiro.

Das 15 registradas para a competição pelas faixas do 5G, apenas cinco já atuam nesta área no Brasil: Vivo, Claro, Tim, Algar Telecom e Sercomtel.

As 15 empresas cadastradas são:

  1. Algar Telecom S.A.
  2. Brasil Digital Telecomunicações LTDA
  3. Brisanet Serviços de Telecomunicações S.A.
  4. Claro SA
  5. Cloud2U Indústria e Comércio de Equipamentos Eletrônicos LTDA
  6. Consórcio 5G Sul
  7. Fly Link LTDA
  8. Mega Net Provedor de Internet e Comércio de Informática LTDA
  9. Neko Serviços de Comunicações, Entretenimento e Educação LTDA
  10. NK 108 Empreendimentos e Participações S.A.
  11. Sercomtel Telecomunicações S.A.
  12. Telefônica Brasil S.A.
  13. TIM S.A.
  14. VDF Tecnologia da Informação LTDA
  15. Winity II Telecom LTDA

Se todos os lotes forem arrematados, a expectativa é que o leilão levante R$ 49,7 bilhões. Desse montante, apenas R$ 3 bilhões serão destinados aos cofres públicos. O restante será destinado para as obrigações de investimento previstas no edital, como os R$ 7,5 bilhões que serão destinados a levar internet para as escolas de educação básica.

Sobre o edital

A primeira previsão era que o leilão do 5G ocorresse ainda em março de 2020. No entanto, divergências das áreas técnicas do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Anatel adiaram o processo de chegada do 5G no país.

Apesar da aprovação do edital na Corte de Contas em agosto deste ano, a agência reguladora teve que fazer mudanças no texto e, por isso, o certame acabou jogado para novembro.

Entre as alterações feitas, estão a inclusão de compromisso dos vencedores de garantirem internet nas escolas básicas e de instalação de uma rede privativa para o governo.

O texto define que o prazo de outorga, ou seja, direito de exploração das faixas, será de até 20 anos.

As obrigações

Ainda segundo o edital, os compradores de cada uma das quatro faixas terão que cumprir contrapartidas definidas pelo Ministério das Comunicações. As principais exigências são:

  • Disponibilização do 5G em todas as capitais do país até julho de 2022;
  • Construção da rede privativa de comunicação para a administração pública federal;
  • Garantia de internet 4G nas rodovias brasileiras;
  • Instalação da rede de fibra óptica, via fluvial, na região amazônica;
  • Financiamento dos custos da migração da TV aberta via satélite da banda C para a banda Ku (novas antenas, receptores e a instalação desses equipamentos para famílias de baixa renda);
  • Garantia de internet móvel de qualidade nas escolas públicas de educação básica.

*Com informações de Anna Russi, João Pedro Malar e Ligia Tuon, do CNN Brasil Business

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