Lentidão de sites pode ter dado prejuízo de R$ 8,1 mi em 12 horas de Black Friday

Segundo estudo, instabilidades técnicas nos e-commerces nesse período geraram queda faturamento das lojas virtuais

Black Friday: pesquisa monitorou 116 e-commerces entre as 22h desta quinta-feira (25) e as 10h desta sexta-feira (26)
Black Friday: pesquisa monitorou 116 e-commerces entre as 22h desta quinta-feira (25) e as 10h desta sexta-feira (26) Getty Images

Cleber Souzado CNN Brasil Business

em São Paulo

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Lentidão e instabilidade técnicas nos e-commerces nas primeiras 12 horas de Black Friday podem ter gerado um prejuízo de R$ 8,1 milhões aos lojistas. É o que aponta a projeção da Sofist, empresa que monitora a performance de grandes varejistas durante o evento e já está em sua quinta edição.

A pesquisa monitorou 116 e-commerces entre as 22h desta quinta-feira (25) e as 10h desta sexta-feira (26). Neste período, informações referentes ao tempo de carregamento dessas lojas foram coletadas, além de feita uma análise para entender quantas delas ficaram fora do ar, por quanto tempo e quanto foi o prejuízo financeiro gerado por essa instabilidade.

Bruno Abreu, CEO da Sofist, comenta que a indisponibilidade pode ocorrer por razões de erros técnicos, pelo site ter demorado mais de 45 segundos para carregar ou pelo uso de páginas de espera quando o site atinge muitos acessos simultâneos.

“Porém, independente do motivo, essa indisponibilidade representa uma inconveniência para o consumidor e, consequentemente, prejuízo financeiro para as lojas”, afirma.

O evento completo também é acompanhado pela empresa, compreendendo o período entre as 22h do dia 25 e as 23h59 do dia 29 de novembro, para avaliar a performance tanto na Black Friday quanto na Cyber Monday.

A empresa também acompanha o evento completo, compreendendo o período desde as 22h do dia 25 até as 23h59 do dia 29 de novembro.

O desempenho dos e-commerces nas primeiras 4 horas

Os impactos do alto volume de consumidores tentando realizar suas compras foi sentido já nas últimas horas da quinta-feira, quando as lojas começam a divulgar suas promoções e fazer ativações mais pesadas através de diversas mídias.

Neste período — entre 22h de quinta-feira e 02h de sexta-feira –, notou-se que o tempo médio de carregamento entre todas as lojas foi de 4,1 segundos. A loja mais rápida carregou, em média, em 0,3 segundos, enquanto a mais lenta apresentou uma média de 15,2 segundos.

“Esse pode ter sido um momento onde os consumidores começaram a procurar ofertas nesta loja virtual, elevando bastante o tempo de carregamento no período”, comenta Abreu. “Ainda que a procura pelos produtos dessa empresa possa ter aumentado durante esse período, é bem difícil que o usuário espere 35 segundos para conseguir realizar qualquer ação dentro do site”.

Para Abreu, os e-commerces apresentaram um comportamento melhor durante a abertura do evento quando comparados aos dados observados em 2020. Muitos varejistas dizem que a virada do dia é o momento mais agressivo da Black Friday, pois é quando os consumidores entram em peso para conferir descontos e realizar compras.

“Contudo, de acordo com o site Black Friday Hora em Hora, o volume de vendas na faixa da meia noite foi menor do que no ano passado, o que pode ter significado menos pessoas acessando os sites, ocasionando menos problemas.”

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