Sexta-feira 13: 5 dicas para se proteger da ‘má-sorte’ de ataques cibernéticos

Data pode ter aumento nas tentativas de ciberataques e ainda coincide com o início da segunda fase do Open Banking. Saiba como se proteger

Hacker
Hacker Foto: Kacper Pempel/Reuters

Cleber Souza, do CNN Brasil Business,

em São Paulo

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A sexta-feira, 13, e de agosto, é popularmente conhecida como o dia da “má-sorte”. Mas também é um dia em que pode haver um aumento de ciberataques via vírus e tentativas de golpes. Até a  Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) chegou a alertar para que os consumidores redobrem os cuidados ao lidarem com transações online. 

Neste dia ainda coincide com o início da 2ª fase do Open Banking, que prevê o compartilhamento de dados entre instituições bancárias sob consentimento dos clientes. 

Marina Polli, professora de direito empresarial no Ibmec São Paulo (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), explica que é nessa fase, portanto, que dados pessoais começam a ser compartilhados após prévia autorização dos clientes, tais como nome completo, endereço, informações financeiras e de crédito, além de outras informações detidas pelas instituições. 

“Os clientes precisam ter atenção redobrada com as fraudes, em razão do grande volume de compartilhamento de dados. É importante saber que a interação com as instituições deve ser feita por meio dos canais oficiais de atendimento; evitando, portanto, interagir com convites e comunicações recebidas por SMS ou por meio de links enviados por e-mails ou por outros canais”, explica Marina.

Os tipos de fraudes variam desde links por e-mail e pela InternetWhatsapp, redes sociais até a espionagem de dados, que podem atingir o mundo das finanças, corporativo e instituições públicas. O ministério da Saúde, por exemplo, sofreu uma tentativa de ataque hacker na sexta-feira 13 de novembro de 2020.

Para Crisleine Yamaji, gerente jurídica do Consultivo na Febraban, a coincidente junção da data popular e do evento Open Banking, eleva o tom de apreensão para quem teme ter seus dados roubados ou divulgados por hackers. 

“A Sexta-feira 13 é geralmente reconhecida como uma data de má-sorte. É a data também para atenção e cuidado redobrado com golpes e fraudes em ambiente cibernético. Para se somar a isso, especial cautela será necessária neste dia”, disse Crisleine. 

Mundialmente, o Brasil é o 5° país mais afetado com ataques cibernéticos neste ano e que mais sofreu com ataques de ransomware no 1° semestre de 2021, com 9,1 milhão de registros, de acordo com o relatório de Ameaças Cibernéticas da SonicWall divulgado no fim do mês passado. 

Independentemente da data, confira abaixo 5 dicas de como se proteger de fraudes e ataques cibernéticos 

1) Bancos não enviam SMS

Dentre as advertências feitas pela Federação Brasileira dos Bancos e por especialistas, está a de que os bancos não enviarão mensagens por SMS, convidando seu cliente ativo ou em prospecção a aderir ao Open Banking, o mesmo ocorrendo com qualquer link expedido por e-mail ou WhatsApp.

Abordagens assim, de acordo com a Febraban, deverão ocorrer mais adiante, possivelmente como adendo às propostas de abertura de novas contas e, mesmo assim, pelos canais de comunicação usuais de cada instituição.

Além disso, terão sempre de informar detalhes do produto oferecido e o período durante o qual seus dados serão compartilhados com a concorrência, isto é, os 12 meses previstos na regulamentação.

Passado esse tempo, a permissão precisa ser renovada, mas caso isto não ocorra, as informações poderão ficar em poder do banco com o qual o correntista trabalha durante cinco anos.

Quanto ao conjunto de dados, ele não será centralizado, mas os consumidores e empresas poderão contar com suporte, sempre que tiverem dificuldade em se comunicar com os bancos.

Na dúvida, a recomendação dos especialistas ouvidos é para que seja feito um contato junto à instituição bancária mencionada. 

2) Use um software antivírus e mantenha-o sempre atualizado

O antivírus é o principal recurso de proteção contra as ameaças virtuais. No entanto, ao contrário do que a crença popular acredita, não basta ter um bom antivírus operando no computador. É preciso, para garantir a segurança do aparelho, certificar-se que o programa esteja atualizado.

3) Utilize senhas fortes 

É importante frisar que senhas de acesso a computadores, e-mails e outros sistemas são particulares e sigilosas. Portanto, especialistas indicam que as senhas devem ser fortes, sem nomes e sobrenomes ou números de telefones. 

4) Não abra links 

Como já mencionado acima, o envio de links é uma das técnicas mais famosas de cibercriminosos. Eles podem chegar tanto por e-mail, Whatsapp ou até mesmo em uma simples navegação pela Web. A orientação é para que se desconfie sempre de links. 

5) Atenção ao endereço de site

O ideal é que a atenção seja redobrada aos endereços de sites. Normalmente os cibercriminosos costumam criar cópias de acessos semelhantes a alguns já existentes. Vá diretamente no site da empresa nomeada no endereço e verifique a informação.

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