Ciência da chuteira rosa: entenda a "surpresa" da Copa do Mundo 2026

Na ciência, rosa e verde são cores complementares no círculo cromático

Beto Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
Compartilhar matéria

Elas chamam a atenção nos gramados e, desde a última quinta-feira (11), despertam a atenção do mundo. As chuteiras rosas dominam a Copa do Mundo 2026, e a "sensação" do evento, por ora, têm uma explicação científica.

A tendência estética marcante protagonizada por chuteiras em tons de rosa foram escolhidas para garantir máxima visibilidade e contraste em relação ao gramado verde e aos uniformes das seleções.

"Verde que te quero rosa" é a ciência

Nos versos de Cartola, o "verde que te quero rosa" é uma referência a escola de samba do coração do autor, a Primeira Estação de Mangueira. Mas na ciência, rosa e verde são cores complementares no círculo cromático.

Em conjunto, elas formam um contraste harmonioso no qual o "frescor" do verde equilibra o calor do rosa, realçando ambas as tonalidades.

O círculo cromático organiza visualmente as 12 tonalidades principais, estabelecendo a conexão entre cores primárias, secundárias e terciárias. Essa ferramenta é fundamental para orientar a criação de contrastes e harmonias em disciplinas como design, moda, pintura e decoração.

De Jabulani a Trionda: veja a evolução das bolas usadas na Copa do Mundo

Com essa premissa, marcas de calçados planejam o impacto visual no futebol através de uma combinação de psicologia, visibilidade técnica e contraste estratégico com o ambiente de jogo.

As marcas buscam cores que facilitem a visibilidade tanto para quem está nas arquibancadas quanto para quem assiste pela TV.

O impacto visual é planejado para ser temporário e renovável. As cores lançadas para grandes eventos como a Copa do Mundo costumam ser substituídas por novas paletas logo no início da temporada europeia (por volta de julho), mantendo o interesse do consumidor e a novidade visual constante.