Conheça Frank Rubio, coronel militar e especialista da missão Artemis III

Artemis III integra programa da Nasa voltado para ampliar presença humana na Lua e deve acontecer em 2027

Julia Naspolini, da CNN Brasil*, Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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O astronauta Frank Rubio foi anunciado, nesta terça-feira (9), como um dos especialistas da missão Artemis III, considerada uma das operações mais importantes da nova fase da exploração lunar da Nasa.

Rubio nasceu em Los Angeles, Califórnia, mas considera Miami, Flórida, sua cidade natal. Ele é casado com Deborah Rubio e o casal tem quatro filhos. Sua mãe, Myrna Argueta, mora em El Salvador.

Formou-se na Miami Sunset Senior High School em Miami, Flórida. Obteve o título de bacharel em Relações Internacionais pela Academia Militar dos Estados Unidos em West Point, Nova York. Concluiu o doutorado em Medicina pela Uniformed Services University of the Health Sciences em Bethesda, Maryland. Fez residência em Medicina de Família no Martin Army Community Hospital, em Fort Benning, Geórgia.

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Rubio foi membro da equipe de paraquedismo de West Point, os "Black Knights". Ele é um mestre de salto com mais de 650 saltos em queda livre, possui certificação PRO e licença D. Serviu como líder de pelotão na Companhia A, 2º Batalhão do 82º Regimento de Aviação de Assalto (REDHAWKS), e como comandante de companhia na Companhia A, 2º Batalhão do 3º Regimento de Aviação (STORM).

Ele também atuou como supervisor de clínica, médico executivo e cirurgião de voo no Arsenal de Redstone, Alabama. Na época de sua seleção, em junho de 2017, ele era cirurgião de batalhão do 3º Batalhão do 10º Grupo de Forças Especiais (Aerotransportado) do Exército dos EUA.

O Coronel Rubio, juntamente com os cosmonautas Sergey Prokopyev e Dmitry Petelin da Roscosmos, foi lançado em 21 de setembro de 2022 a bordo da espaçonave Soyuz MS-22 do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, rumo à Estação Espacial Internacional.

Rubio realizou três atividades extraveiculares (EVAs) totalizando 21 horas e 24 minutos e instalou dois novos painéis solares IROSA para a ISS. Mais recentemente, Rubio atuou como Conselheiro da Turma de Candidatos a Astronautas da NASA de 2025.

Agora, foi confirmado como especialista de missão da Artemis III ao lado de Andre Douglas. A missão terá comando de Randy Bresnik e será pilotada pelo astronauta italiano Luca Parmitano.

A Artemis III integra o programa da Nasa voltado para ampliar a presença humana na Lua e desenvolver tecnologias para futuras viagens tripuladas a Marte.

Próxima missão: Artemis III

Após a realização do voo da Artemis II, equipes do Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, estão avançando para a próxima parte da missão.

A missão Artemis III do próximo ano lançará astronautas à órbita da Terra a bordo da espaçonave Orion, que estará no topo do SLS, para testar as capacidades de encontro e acoplamento entre a Orion e espaçonaves comerciais necessárias para o pouso de astronautas da Artemis IV na Lua em 2028.

 

Com 64,6 metros de altura quando totalmente montado, o estágio central abriga dois tanques de propelente que, juntos, armazenam mais de 2.800.000 litros de propelente líquido super-resfriado para alimentar quatro motores RS-25, bem como os computadores de voo, ou aviônicos, que atuam como o cérebro do foguete para controlar o voo durante a ascensão.

Esta é a primeira vez em que as operações de montagem do estágio central estão sendo realizadas no Centro Espacial Kennedy da Nasa.

Relembre a Artemis II

A histórica missão da Nasa que marcou o retorno do homem à órbita lunar chegou ao fim na noite da sexta-feira, 10 de abril. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion retornaram à Terra em um pouso ocorrido no oceano, às 21h07 - horário de Brasília.

Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen foram a tripulação da missão, que marcou o recorde de maior distância percorrida por seres humanos no espaço, além de ter a oportunidade de observar o lado oculto da Lua.

Com duração de dez dias, a Artemis II seguiu uma trajetória em forma de “oito”, contornando o lado oculto da Lua. Após duas órbitas iniciais ao redor da Terra, a nave foi impulsionada em direção ao satélite natural em uma trajetória de livre retorno, na qual a gravidade lunar garantiu o caminho de volta sem a necessidade de manobras complexas.

No ponto de maior aproximação, os astronautas poderão observar a Lua em um tamanho aparente semelhante ao de uma bola de basquete vista à distância de um braço. A missão não teve pouso na superfície lunar.

O principal objetivo foi testar, pela primeira vez com humanos a bordo, os sistemas da espaçonave Orion, como suporte à vida, navegação, comunicação e o desempenho do escudo térmico durante a reentrada na atmosfera terrestre.