Gato vomitando: devo levar ao veterinário ou é "só" bola de pelo? Saiba quando você deve se preocupar

Vários comportamentos dos gatos são lidos como "vomitar" pelos tutores, desde tosse até bolas de pelo. Quais deles devem ser relatados ao veterinário?

Da CNN Brasil
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Vomitar faz parte da rotina do gato e, na maioria das vezes, não alerta para problemas mais graves. Pelo menos, é isso que muitos donos acreditam: a situação é vista como tão cotidiana que até inspira vídeos divertidos nas redes sociais.

Comportamentos felinos são, muitas vezes, mal interpretados ou pouco compreendidos pelos humanos. Por isso, tutores bem-intencionados podem acreditar em mitos sobre gatos que atrasam ou comprometem diagnósticos e tratamento de quadros graves de saúde.

Vômito com pelos não é "bola de pelos"

Tricobezoar, o termo médico para a bola de pelos, costuma ter a aparência de um cilindro escuro formado por pelos compactados. Sua expulsão é rara, a não ser em gatos com pelagem longa ou problemas gástricos.

Quando o gato vomita restos de alimentos ou bile com a presença de alguns pelos não compactados, em menor quantidade, a questão é outra. Fazer a descrição detalhada dos movimentos do felino e do conteúdo expelido, inclusive com fotos e vídeos, é essencial para o diagnóstico.

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Meu gato está vomitando, mesmo?

Quando o tutor vê seu gato curvado, com a cabeça para frente e parecendo querer expelir algo, é natural que se trate de vômito. Muitos atribuem o comportamento, ainda, a uma tentativa falha de expelir bolas de pelo.

A médica veterinária Bruna Oliveira levanta uma terceira hipótese: tosse, um dos sintomas da asma felina. "A tosse pode ser seca ou secretiva: às vezes a secreção sobe e o gato engole no final, e o responsável só percebe a deglutição", explica. "Se seu gato tosse, investigue. Quanto antes tratar, melhor a qualidade de vida."

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Vômito x Regurgitação: saiba diferenciar

Embora ambos os processos sejam popularmente descritos como "vomitar", eles têm causas e efeitos distintos. Para diferenciar, é necessário olhar o que saiu dali.

"Regurgitação é um processo passivo", explica a médica veterinária especialista em felinos Paty Bastos. "É uma expulsão do alimento sem aquele esforço e aquele 'show' que o gato faz para vomitar. É aquela comida que bate no estômago, ou só vai até o esôfago, e volta".

Diferente do vômito, o resultado da regurgitação é um alimento (ou objetos, no caso da ingestão indevida) com a aparência original mais preservada, sem presença de bile.

Segundo a veterinária, o vômito é precedido por lambedura dos lábios, agitação e salivação excessiva, e acompanhado por contrações abdominais.

"Regurgitar com frequência também não é normal", acrescenta. "Se ele regurgita toda vez que come muito, há estratégias para que ele coma lentamente e em volume menor."

Vômito frequente não pode ser ignorado

Quando o gato está doente e vomita algumas vezes em um curto período de tempo, tratar a doença principal pode resolver o problema. Mas quando o animal vomita vários dias por semana, ao longo de várias semanas, é necessário investigar.

Mesmo que o tutor esteja acostumado com o comportamento e o felino não apresente outros sintomas, especialistas recomendam buscar um diagnóstico ou analisar fatores de dieta e ambiente que possam estar envolvidos.