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    Aena assume administração do Aeroporto de Congonhas

    Operadora planeja construir novo terminal de passageiros com mais pontes de embarque

    Revitalização das pistas de táxi e ampliação do pátio de aeronaves estão entre planos da Aena
    Revitalização das pistas de táxi e ampliação do pátio de aeronaves estão entre planos da Aena Renato S. Cerqueira/Agência Estado

    Beth Moreira, do Estadão Conteúdo

    A operadora aeroportuária Aena Brasil assumiu nesta terça-feira (17) a administração do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

    Entre as melhorias de curto prazo previstas pela empresa para o terminal da capital paulista estão a ampliação da sala de embarque remoto, readequação das vias de acesso, reforma dos banheiros e revitalização da fachada.

    “Na Fase I-B, os principais investimentos serão a revitalização dos pavimentos das pistas de táxi, ampliação do pátio de aeronaves, com novas posições de contato, e outras melhorias ambientais e de sustentabilidade”, informa a empresa em nota.

    A Aena também planeja construir um novo terminal de passageiros, com mais pontes de embarque.

    A entrega das obras da Fase I-B de Congonhas está prevista para junho de 2028.

    Localizado na zona sul da cidade de São Paulo, o aeroporto é o segundo mais movimentado do Brasil.

    Em 2019, antes da pandemia, Congonhas teve um fluxo de 22,2 milhões de passageiros. Já em 2022, foram 17,7 milhões passageiros. Até agosto deste ano, já passaram pelo terminal 14,1 milhões passageiros.

    Na primeira meia hora de operação sob a nova administradora, foram realizados 12 voos com 100% de pontualidade.

    Investimentos

    Em agosto de 2022, a empresa venceu a licitação da sétima rodada de concessões para gerir 11 aeroportos nos Estados de Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pará.

    O aeroporto de Congonhas é o terceiro dessa rodada a passar para o controle da Aena.

    A empresa assumirá a operação dos demais aeroportos, de forma escalonada, até o dia 30 de novembro.

    A Aena informa que já realizou um investimento de R$ 3,3 bilhões em pagamentos iniciais. Durante a primeira fase do processo, foram feitas a elaboração e aprovação dos planos de transferência operacionais.

    Para isso, a companhia fez visitas técnicas aos 11 aeroportos com uma equipe de mais de 60 profissionais, que participaram de 40 reuniões com cerca de 100 acionistas diferentes.

    A empresa também promoveu quase 14 mil horas de treinamento a mais de 170 profissionais que vão atuar nesses aeroportos.

    Atualmente, a companhia opera o aeroporto de Uberlândia e mais seis aeródromos no Nordeste do Brasil – Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Campina Grande (PB) e Juazeiro do Norte (CE).

    A empresa investiu cerca de R$ 2 bilhões em obras, equipamentos e sistemas para melhorar tecnologia, segurança e conforto, com ampliação dos espaços e acréscimo de capacidade operacional.

    “Este projeto colocará os terminais do Nordeste em uma posição ideal para enfrentar o crescimento futuro e seguir contribuindo para o desenvolvimento econômico e a estruturação regional”, afirma.

    Ao final do processo da nova rodada, a Aena estará presente em nove estados brasileiros, com a gestão de 17 equipamentos que são responsáveis por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

    Veja também: Novo ministro de Portos e Aeroportos descarta privatização do Porto de Santos