Lucro líquido da ADM em 2025 soma US$ 1,7 bi, queda de 44%

Resultado no quarto trimestre apresentou 29% de queda na comparação interanual

Gabriella Weiss, da CNN Brasil, São Paulo
Compartilhar matéria

A gigante americana de grãos ADM (Archer Daniels Midland Company) registrou lucro líquido de US$ 456 milhões no quarto trimestre de 2025. O lucro antes de impostos somou US$ 476 milhões, resultado 29% inferior ao apurado no mesmo período do ano anterior.

No acumulado de 2025, o lucro líquido totalizou US$ 1,7 bilhão, queda de 44% na comparação com 2024. 

O lucro operacional no quarto trimestre foi de US$ 821 milhões, recuo de 22% em relação ao quarto trimestre do ano anterior. No ano, o lucro operacional alcançou US$ 3,242 bilhões.

“2025 foi marcado por um cenário dinâmico de comércio global, e a incerteza contínua em torno da política de biocombustíveis dos EUA criou um ambiente operacional desafiador para a ADM”, afirmou o presidente do Conselho e CEO, Juan Luciano.

“Continuamos no caminho para alcançar de US$ 500 a US$ 750 milhões em economias agregadas de custos ao longo dos próximos três a cinco anos, a partir de 2025, e acreditamos que uma maior clareza sobre a política de biocombustíveis, combinada com a evolução do comércio global, deve sustentar um ambiente operacional mais construtivo para nós em 2026”, acrescentou.

O Conselho de Administração da ADM aprovou o pagamento de dividendo em dinheiro de 52 centavos de dólar por ação, acima dos 51 centavos de dólar por ação pagos anteriormente, referente às ações ordinárias da companhia. O pagamento será realizado em 10 de março de 2026 aos acionistas registrados em 17 de fevereiro de 2026. 

Serviços agrícolas e oleaginosas

O segmento de Serviços Agrícolas e Oleaginosas apresentou lucro operacional de US$ 444 milhões no quarto trimestre de 2025, redução de 31% na comparação anual. Em 2025, o lucro operacional do segmento somou US$ 1,6 bilhão, 34% abaixo do registrado em 2024.

Segundo a empresa, ao longo do ano, o desempenho do segmento foi influenciado pela desaceleração do comércio internacional da oleaginosa americana, menor volume de negócios, redução dos estoques mantidos por clientes, margens mais estreitas nas atividades de processamento e refino e menor recebimento de indenizações de seguros em relação ao ano anterior.

Perspectivas para 2026

A ADM projeta lucro por ação ajustado entre aproximadamente US$ 3,60 e US$ 4,25 em 2026. O limite inferior da faixa considera a manutenção do adiamento das políticas de biocombustíveis nos Estados Unidos e margens de esmagamento estáveis. Já o limite superior pressupõe a continuidade da expansão dessas margens, avanços em eficiência industrial e fortalecimento da demanda dos clientes, pontuou.

A projeção indica crescimento anual do lucro operacional do segmento de Serviços Agrícolas e Oleaginosas, apoiado por melhora nos fluxos globais de comércio e diferentes cenários para as margens de esmagamento. A companhia também espera margens mais elevadas para etanol.

Segundo a companhia, a definição do ambiente regulatório, especialmente em relação à política de biocombustíveis dos EUA, será determinante para o alcance do limite superior das projeções. Quanto mais cedo houver essa clareza, maior tende a ser a capacidade de aproveitar um ambiente operacional considerado mais favorável.

Os investimentos em capital (capex) estão estimados entre US$ 1,3 bilhão e US$ 1,5 bilhão.