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    América Latina pode ser protagonista na transição energética global

    Segundo relatório, 80% da energia gerada na região virá de fontes renováveis até 2050

    Usina Hidrelétrica de Ibitinga, em São Paulo; hidroeletricidade representa 45% da produção de energia na América Latina
    Usina Hidrelétrica de Ibitinga, em São Paulo; hidroeletricidade representa 45% da produção de energia na América Latina Arquivo

    Gabriel Garciada CNN

    Brasília

    Com um mundo cada vez mais focado na transição energética, a América Latina está bem posicionada para prosperar na era da energia limpa.

    Segundo o Relatório de Perspectivas Energéticas da América Latina de 2023, da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), a região possui vastos recursos naturais e uma economia diversificada, o que a coloca em posição privilegiada para desempenhar um papel crucial no sistema energético global.

    A América Latina já se destaca no uso de energias renováveis, com 60% da geração de eletricidade proveniente de fontes limpas. Hidroeletricidade representa 45% da produção.

    Segundo o documento, a região possui potencial para expansão de bioenergia, energia solar e eólica, e minerais críticos essenciais para tecnologias de energia limpa. O continente está no caminho para aumentar a participação de fontes renováveis na geração de eletricidade, atingindo 80% em 2050, segundo a análise da IEA.

    Oportunidades para o crescimento econômico

    Os países latino-americanos estão vindo de uma década de crescimento econômico lento, mas políticas energéticas sólidas podem impulsionar um superávit mais robusto. Espera-se que, nos próximos dez anos, o crescimento econômico seja mais que o dobro da última década, conforme indicado no relatório da IEA.

    “Entendemos que o crescimento econômico aumentará na próxima década para mais do dobro da taxa observada na última, à medida que os países reforcem os seus setores industriais e de serviços e aproveitem os vastos recursos energéticos e minerais da região, o que também aumentará a competitividade econômica dos setores com utilização intensiva de energia”, concluiu a IEA.

    Para alcançar essa meta, a instituição entende que será necessário que a região adote uma série de medidas. “Será necessário a implementação de uma série de medidas. Atrair investimento estrangeiro, regulamentações claras e desburocratização então entre elas”.

    Minerais

    A região possui vastas reservas de minerais essenciais para a transição energética, como lítio e cobre, fundamentais para a transição global para energia limpa. Essa abundância de recursos minerais, conforme ressaltado no relatório da IEA, oferece a oportunidade de diversificar a oferta global e impulsionar o crescimento econômico.

    “A receita da produção de minerais críticos totalizou cerca de US$ 100 bilhões em 2022. As exportações de cobre e lítio devem ser especialmente significativas: o cobre como um componente essencial das redes de eletricidade, que precisam ser fortalecidas e expandidas, e o lítio para impulsionar a adoção de veículos elétricos e o armazenamento de baterias”, concluiu o relatório.

    Protagonismo brasileiro

    O relatório cita o Brasil como uma liderança em diversas áreas da energia sustentável, entre elas destacam-se: biocombustíveis e energia hidrelétrica, solar e eólica.

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