Análise: Encontro entre EUA e China gera pequena trégua
Analista Gabriel Monteiro, no CNN Novo Dia, avalia acordo entre Donald Trump e Xi Jinping, que traz alívio temporário nas tensões comerciais, com foco na retomada da compra de soja americana pela China
O recente encontro entre Donald Trump e Xi Jinping resultou em uma trégua comercial limitada entre Estados Unidos e China, marcando o primeiro encontro pessoal entre os líderes em seis anos. O acordo trouxe um alívio momentâneo nas tensões entre as duas maiores economias do mundo. Análise é de Gabriel Monteiro no CNN Novo Dia.
"A desvantagem é de Donald Trump, que teve que ceder às pressões chinesas, principalmente em relação às terras raras e à compra de soja", destaca o analista de Economia da CNN.
Trump solicitou que o país asiático retomasse a importação de soja americana, uma demanda crucial para os produtores norte-americanos, que enfrentavam dificuldades desde que as vendas para o mercado chinês foram interrompidas. "Em setembro, no começo da safra de soja americana, nada tinha sido vendido".
De acordo com Monteiro, a situação aumentava a tensão com parte importante do eleitorado norte-americano que votou em Trump. "Esta administração está agora encarando os efeitos do tarifaço".
Impacto nos mercados
O mercado brasileiro reagiu positivamente ao acordo, registrando quatro recordes consecutivos. A diminuição das tensões entre as duas potências econômicas beneficiou particularmente o Brasil, que frequentemente se encontra no meio do conflito comercial.
Por outro lado, os mercados asiáticos demonstraram frustração com a falta de avanços mais significativos. As bolsas na China, Japão e Coreia do Sul registraram quedas consideráveis no dia do encontro. "Os economistas dizem que o que foi assinado pode quebrar em um instalar de dedos, e que não deve durar tempo o suficiente para que os mercados se acalmem", explica Monteiro.


